Jovem é morto a pauladas por rixa do passado

Pai do agressor era assessor de Chiquinho da Mangueira e foi demitido

Por O Dia

Rio - Uma antiga rivalidade causou a morte de Eliton Torres, de 23 anos, na manhã de sábado, três dias após ser agredido com um taco de beisebol. O jovem morava em Ramos e saiu na madrugada de quinta-feira para comemorar seu aniversário com os amigos em São Cristóvão, onde morou durante 12 anos.

Parentes e amigos fazem oração em homenagem a Eliton%2C que morreu quando ia festejar seu aniversárioMárcio Mercante / Agência O Dia

Ao passar em frente da casa onde morava um rapaz com quem tinha uma antiga rixa, ele foi violentamente agredido a pauladas. Os acusados são Lucas Soares, de 19 anos, e seu pai, Raul Soares, que trabalhava como assessor do vereador Chiquinho da Mangueira.

“Assim que o agressor deu o primeiro golpe na cabeça, ele implorou dizendo que não queria confusão. Mas não adiantou. Caído no chão, recebeu mais pauladas. O pai do agressor chegou atirando para o alto, dizendo para me afastar, impedindo que eu o ajudasse”, conta a testemunha, de 17 anos, que presenciou todo o espancamento. Eliton foi levado ainda com vida para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro,onde morreu.

Marisa%2C a mãe%3A 'Só quero que sejam presos pela covardia que fizeram'Márcio Mercante / Agência O Dia

A agressão foi registrada na 17ª DP (São Cristóvão) e os policiais da unidade iniciaram as investigações. Mas, com o falecimento da vítima, o caso foi transferido para a Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Segundo testemunhas, os agressores já haviam fugido quando a viatura chegou na residência.

Procurado pelo DIA, Chiquinho contou que soube da agressão na noite de sábado e que tomou as devidas providências. “Eu o demiti, pelas atitudes dele. Deveria ter evitado a briga. Se assistiu e não separou, errou como pai. Se colaborou com a agressão, errou duas vezes. Ele não serve para trabalhar comigo!”, dispara.

“Uma rixa do passado que começou no futebol...há uns quatro anos”, conta Adriano Torres, irmão da vítima. “Quero justiça! Não desejo para ninguém a dor que estou sentindo. Só quero que eles sejam presos pela covardia que fizeram”, desabafa Marisa Torres, de 41 anos, mãe do rapaz, no IML.

Do estagiário Matheus Ambrósio, sob a supervisão de Rosayne Macedo

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