Morre a inspetora da Polícia Civil Marina Magessi

Ela estava internada no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. Segundo unidade hospitalar, ela teve falência múltipla dos órgãos

Por O Dia

Rio - Morreu no início da madrugada desta sexta-feira, aos 58 anos, a ex-deputada federal e inspetora da Polícia Civil Marina Maggessi. Ela estava internada no CTI do Hospital São Francisco na Providência da Deus, na Tijuca, Zona Norte do Rio, onde deu entrada na última quarta-feira. Segundo unidade hospitalar, ela teve falência múltipla dos órgãos.

Marina Maggessi foi a primeira mulher a chefiar o setor de inteligência da Polícia Civil. Foto de 2006, época das investigações sobre o incêndio do ônibus da linha 350 a mando do traficante Lorde, quando cinco pessoas morreram, entre elas um bebê Paulo Araújo / Arquivo / Agência O Dia

Maggessi era formada em jornalismo, mas nunca exerceu a profissão. Iniciou a carreira de inspetora da Polícia Civil em 1990 e foi a primeira mulher a chefiar o setor de inteligência da instituição. Também foi responsável pelo setor de investigações da Polinter e da extinta Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE).

A policial participou de operações que prenderam grandes criminosos do Rio de Janeiro na década de 90, como Uê e Robertinho de Lucas. Ela foi responsável pela investigação que acabou na prisão de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, que matou o jornalista Tim Lopes, em 2002.

Em 2008%2C Marina Maggessi lançou o livro "Dura na Queda"Divulgação

Na política, foi eleita em 2006 com 55 mil votos deputada federal pelo Partido Popular Socialista (PPS), seu único mandato como parlamentar. A breve passagem pela Câmara dos Deputados também teve um feito inédito: foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Segurança Pública da Casa. Em 2012, tentou uma candidatura na Câmara de Vereadores do Rio, mas teve apenas 2.811 votos e não foi eleita.

Em 2008, Marina Maggessi lançou o livro "Dura na Queda", onde contava histórias sobre sua infância, como a vida num barraco onde morava no Alto da Boa Vista e o estupro que sofreu por parte de um tio aos sete anos.

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