Operação em favelas de Santa Teresa e Rio Comprido tem pelo menos 14 presos

Ação conjunta entre a Polícia Civil e a Militar mobiliza quase 800 agentes

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil divulgou, na manhã desta sexta-feira, o balanço parcial da operação conjunta com a Polícia Militar contra o tráfico e lavagem de dinheiro, em comunidade de Santa Teresa, na Região Central, e no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio.

Até o meio-dia, 14 pessoas haviam sido detidas na ação, sendo três encaminhadas ao sistema prisional. Também houve apreensão de três motos, cinco carros, três pistolas e uma grande quantidade de drogas.

A megaoperação busca cumprir 36 mandados de prisão nas comunidades do Fallet, Fogueteiro, Prazeres e Escondidinho, em Santa Teresa, e nos morros do Turano e da Chacrinha, no Rio Comprido. Há ainda um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Os alvos são suspeitos de crimes de tráfico de drogas, roubos de veículos, cargas e transeuntes e lavagem de dinheiro.

Ao todo, 435 policiais militares e 350 agentes participam da ação, com apoio de diversos departamentos, como a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), entre outros, inclusive com uso de blindados. As operações vão se estender até o fim da tarde desta sexta-feira.

A polícia aprendeu drogas e armas no Fallet e no Fogueteiro%2C em Santa TeresaDivulgação/PMERJ

Confronto e alunos sem aulas

Moradores das comunidades relataram intenso tiroteio logo nas primeiras horas da manhã. As ruas Barão de Itapagipe e do Bispo, no Rio Comprido, chegaram a ser interditadas para o tráfego.

Ao todo, 1.709 alunos ficaram sem aulas nesta manhã, nas comunidades do Fallet, Fogueteiro e Prazeres, além de uma escola fora dos morros. No total, são três creches, duas escolas e três Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) fechados.

A Fundação Osório, no Rio Comprido, instituição militar federal que atende mais de 800 alunos, também não teve aulas na manhã desta sexta-feira. Já alunos da Universidade Estácio de Sá foram normalmente para a instituição, na Rua do Bispo, mas os tiros assustavam. "Ir pra faculdade em dia de prova correndo risco de vida... Muito bom! Gosto", ironizou uma universitária.

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