Médica que se recusou a atender menino deve prestar depoimento nesta segunda

Haydee Marques da Silva é esperada na 16ª DP (Barra da Tijuca) às 11h. Polícia vai pedir prisão por homicídio doloso hoje por morte de Breno

Por O Dia

Rio - A médica Haydee Marques da Silva, que se recusou a atender Breno Rodrigues Duarte da Silva, de um ano e meio, é esperada na 16ª DP (Barra da Tijuca) na manhã desta segunda-feira. O menino morreu uma hora e meia depois, após ela não prestar o socorro solicitado pela família, que pediu uma ambulância para levá-lo para um hospital.

A delegada Isabelle Conti, da 16ª DP, vai pedir hoje a prisão temporária por 30 dias à Justiça da médica de 59 anos, conforme adiantou o blog Justiça e Cidadania neste sábado. As investigações apontam que ela cometeu o crime de homicídio, com dolo eventual, aquele que o acusado assume o risco de praticar o ato. Desde quinta-feira agentes tentam localizar a médica, sem sucesso.

Menino Breno%2C de 1 ano e 6 meses%2C que morreu após médica da Cuidar Emergências Médicas%2C terceirizada da Unimed%2C negar socorroReprodução Internet

?Médica é suspeita de mais um caso de negligência

O menino Breno não foi a única vítima de Haydee Marques da Silva. Após ver as notícias sobre o menino de 1 ano e 6 meses morto por omissão de socorro, auxiliar administativa Vanessa Ribeiro Martins, foi à 16ª DP (Barra da Tijuca) nesta sexta-feira denunciar a médica por negligência ao socorrer seu pai, Leonel Martins, morto em agosto do ano passado. 

Em julho do ano passado, a família de Leonel, que tinha 62 anos, solicitou uma ambulância, pois o homem sofria de um desconforto abdominal e precisava ser encaminhado ao hospital para ser submetido a uma lavagem estomacal. Chegando ao local, Haydee teria ficado irritada ao perceber que o senhor usava um tubo de oxigênio para respirar.

?Denunciada por agressão em 2010

?Haydee também já foi denunciada por agressão no ano de 2010. Conforme registro que O DIA teve acesso, na 26ª DP (Todos os Santos), Haydee foi denunciada por suposta agressão a uma paciente, que queria fazer uma tomografia computadorizada na cabeça.

O pedido foi negado pela profissional, dando sequência a discussão e agressões físicas dentro do Hospital Memorial Engenho de Dentro. O caso foi parar na Justiça, mas acabou extinto por ser lesão corporal leve. 

A denúncia, de lesão corporal leve, com pena de seis meses, foi feita apenas em fevereiro de 2013. Em outubro de 2014, a defesa de Haydee propos uma transação penal, que foi o pagamento de uma cesta básica no valor de R$ 500,40. A cesta básica nunca chegou à associação que deveria ser destinada. Com isso, a punibilidade acabou extinta em junho do ano passado.

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