Caso Rayanne: processo vai para Vara Criminal de Magé

Crime contra grávida de sete meses aconteceu no dia 13 de dezembro, em Magé

Por O Dia

Rio - O juízo da 2ª Vara Criminal do Rio decidiu, na tarde desta quarta-feira, encaminhar o processo do assassinato de Rayanne Christini Costa Ferreira para a Vara Criminal de Magé, na Baixada Fluminese. O crime contra a grávida de sete meses aconteceu em 13 de dezembro, em Magé. O caso foi revelado pelo DIA e a brutalidade do crime chocou a todos. São réus na ação Fábio Luiz Souza Lima, de 27 anos, e Thainá Silva Pinto, 21, assassina confessa da vítima.

Rayanne Christini%2C 22 anos%2C foi morta no dia 13 de dezembro em MagéReprodução Facebook

“Acolho a exceção de incompetência territorial ante o local de consumação do crime e declino da competência em favor da Vara Criminal de Magé. Encaminhem-se os autos e comunique-se ao juízo deprecado que as oitivas devem ser juntadas ao feito na comarca de Magé.”

O Ministério Público não apresentou oposição ao pedido. Em seguida foram ouvidas sete testemunhas de acusação, após concordância do MP e das defesas dos acusados, que consideraram que a oitiva das testemunhas presentes não causariam prejuízo e se impunha em razão de economia processual. Outras seis testemunhas arroladas no processo serão ouvidas pela Vara Criminal de Magé.

Na ocasião, o homem e a mulher foram presos. No entanto, ele foi solto desde no dia 24 de fevereiro. De acordo com a polícia, Thainá queria ficar com o bebê porque não conseguia engravidar.

De acordo com a decisão da juíza da 2ª Vara Criminal, Elizabeth Machado Louro, não há provas de que Fábio tenha participado do crime. “Já no que se refere ao segundo denunciado, Fábio, nem o exame circunstanciado dos autos do inquérito leva à constatação mínima de que tenha ele tido participação nos homicídios”, diz o documento.

Thaina da Silva Pinto%2C 21 anos%2C é assassina confessa Reprodução

As investigações da DDPA apontaram que Fábio e Thainá tramaram o crime. A vítima foi morta, esquartejada e queimada e os restos do corpo foram encontrados dentro de sacolas em dois locais, um deles perto da casa do casal, em Magé. Segundo a DDPA, Fábio foi quem teria saído com elas da residência dos dois onde Rayanne foi morta.

A vítima foi atraída na internet por Thainá para buscar um enxoval oferecido pela suspeita. As duas, que não se conheciam, se encontraram na Central do Brasil e foram para a casa em que Thainá morava com Fábio. Rayanne morava em Padre Miguel.

Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a delegada da DDPA, Elen Souto disse, disse que não se comenta decisão judicial, se cumpre.

Família da vítima reclama da decisão da justiça

"É muito revoltante (a decisão). Fiquei sabendo pela nossa advogada (Andrea Maciel Freitas,) que ele havia sido solto e que já estava nas ruas. Foi um crime brutal e ele (Fábio) já está livre. É claro que ela (Thainá) não fez isso sozinha", diz a tia da vítima, a dona de casa Jupira Costa. A família está com medo do que pode acontecer após a soltura do Fábio. "Até eu estou com medo. Por represálias, ele pode vir aqui e fazer algo", completa Jupira.

Andrea disse disse que pedirá que Fábio volte para a cadeia. "Eu achei um absurdo, pois existem vários indícios de que ele participou do crime. A Thainá não faria isso sozinha. Acredito que ele sabia, sim, do crime e que participou. Por isso vamos pedir que ele seja preso novamente", disse ela.

Já os advogados de Fábio contestam a acusação. "Não há qualquer indício que macule o Fábio ao crime de homicídio. A menina (Thainá) confessou tudo na delegacia e assume integralmente (o crime). Fábio jamais faria algo contra a família de Rayanne", relata Andre Serrano.

Filha da vítima é criada pela tia

Por conta das dificuldades financeiras quem está criando a filha de três anos que Rayanne deixou é Jupira. “Depois da morte da Rayanne está muito complicado. Ela chama muito pela mãe e não dorme direito. Hoje, ela não entende o que aconteceu, mas quando ela crescer vamos contar o que aconteceu com sua mãe", finaliza Jupira.

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