Corte de metade da verba de escolas de samba não é fim do apoio, diz Riotur

Segundo a Riotur, repasses da prefeitura para as escolas em 2018 devem chegar a R$ 13 milhões. Órgão diz que não há motivo para polêmica

Por O Dia

Rio - A Empresa Municipal de Turismo do Rio de Janeiro (Riotur) informou, através de nota nesta sexta-feira, que o corte de parte das verbas destinadas às escolas de samba do Grupo Especial não significa o fim do apoio da prefeitura aos desfiles. De acordo com a Riotur, os repasses da prefeitura para as escolas em 2018 deve chegar a R$ 13 milhões, reforçando que "não há motivo para polêmica."

Escolas de samba anunciaram que não desfilam caso prefeitura reduza a verbaFoto%3A Maíra Coelho / Agência O Dia

A empresa vinculada à prefeitura do Rio falou que há estudos para viabilizar a captação de investimentos da iniciativa privada pelas escolas de samba. A Riotur também contou que o repasse de recursos às escolas não é único investimento da prefeitura, que tem um gasto anual grande com a manutenção da estrutura do Sambódromo.

"O lançamento de um caderno de encargos, como já é feito para o desfile de blocos que fazem parte da programação do Carnaval de rua, está sendo avaliado", diz.

A Riotur disse que a medida foi tomada devido a limitações orçamentárias que a prefeitura divulgou no início do ano. Com isso, foi necessário dar prioridade à educação e à alimentação nas creches, aponta a nota. A Riotur informou ainda que a prefeitura reconhece "a importância da maior festa popular do mundo, que faz da cidade do Rio um dos principais destinos turísticos no período, gerando emprego e renda para a população".

Apenas para pagar a iluminação dos desfiles em 2017, a prefeitura gastou R$ 655 mil, segundo dados passados pela empresa. "Finalizando, não existe motivo para polêmica. O carnaval do Rio está garantido. E vai continuar sendo o maior espetáculo do planeta", finaliza a nota.

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