Informe: Crivella precisa de 26 votos na Câmara para aprovar aumento do IPTU

Prefeito avalia ter 33 dos 51 vereadores. Ocorre que, para impedir que o projeto entre em pauta, oposição precisa apenas de 17 assinaturas

Por O Dia

Rio - Nem na faculdade de Engenharia o prefeito Marcelo Crivella (PRB) quebrou tanto a cabeça fazendo contas. Desta vez, a equação parece simples: para aprovar o aumento do IPTU, medida que considera vital para seu governo, ele precisa de 26 votos na Câmara Municipal — avalia ter 33 dos 51 vereadores.

Ocorre que, para impedir que o projeto de lei entre em pauta, a oposição precisa de apenas 17 assinaturas. E, hoje, mais de 17 parlamentares são contra o aumento do IPTU.

Para piorar a situação de Crivella, cada vez que um projeto é retirado de pauta, precisa ser aprovado novamente pelas comissões da Casa. Daí a pressa do prefeito em querer adentrar o recesso e votar o projeto até 5 de julho. Teme que, com uma aprovação tardia, o aumento vigore apenas a partir de 2019, já que é necessário cumprir noventena e trâmites burocráticos. 

IPTU

Presidente da Câmara Municipal e aliado de Crivella, Jorge Felippe (PMDB) avalia ter 26 votos favoráveis, a quantidade mínima para a aprovação.

Daqui não saio

Secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher (PSDB) diz que não deixará a pasta — vereadores tucanos pleiteiam a secretaria para votar o IPTU. “Não vou sair porque meus colegas de partido querem tomar meu lugar. A minha nomeação foi decisão do próprio PSDB e do prefeito.” Ela nega que tenha interesse em voltar para a Câmara após a votação do IPTU.

Socorro ao Rio

O governador Pezão (PMDB) tem demonstrado irritação com a demora da União no socorro financeiro. O governo federal exige que o Palácio Guanabara aprove, na Assembleia Legislativa, o teto de gastos para poderes como Ministério Público, Tribunal de Justiça e a própria Alerj. Os órgãos, obviamente, pressionam contra. Um aliado diz que Pezão terá que ceder ao anseio do Tesouro Nacional.

Casca de ovo

Já um representante do Palácio Guanabara afirma que prudência é a palavra de ordem. “O Pezão não vai atropelar e pedir que o projeto seja votado se não houver consenso com a Alerj e com os Poderes.”

O Fla x Flu do PSDB

Em encontro no Rio, o deputado estadual Carlos Osorio e o prefeito de São Paulo, João Doria, divergiram amigavelmente sobre a manutenção de Michel Temer na Presidência. O tucano carioca quer a queda imediata do peemedebista; o paulistano, a manutenção.

Reforma Política

Celso Pansera (PMDB-RJ) comemora a evolução do ‘distritão’ na Câmara dos Deputados: PMDB, PSDB, PSD, PP e PSC aderiram ao modelo. “Já temos o suficiente para aprovar”.

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