Informe: IPTU não entra na pauta da Câmara e Prefeitura perde batalha

Vereador pediu prazo de dez dias — o máximo que o regimento permite — para analisar o texto

Por O Dia

Rio - O prefeito Marcelo Crivella (PRB) pretendia votar hoje na Câmara, em primeira discussão, o projeto de lei que prevê o aumento do IPTU. Não conseguirá. Isto porque o vereador Paulo Pinheiro (Psol), que integra a Comissão de Saúde, pediu prazo de dez dias — o máximo que o regimento permite — para analisar o texto.

“Ainda há muitas dúvidas em torno do projeto. Seria uma irresponsabilidade votá-lo agora. Precisamos de audiência pública para ouvir a população”, diz. O pedido de vista foi um balde de água fria em Crivella e no líder do governo, Paulo Messina (Pros), que querem aprovar a mudança no cálculo do imposto até o dia 5.

Segue

Sem o parecer das comissões, o projeto não pode entrar em pauta.

Rapidez

A prefeitura teme que a demora para votar o texto atrapalhe a aprovação: quanto mais o tempo passa, maior é a pressão em cima dos vereadores. Por conta disso, Messina acenou com a possibilidade de aceitar a convocação de audiência pública.

Diferente

Presidente da Comissão de Justiça e Redação, Jairinho (PMDB) deu parecer favorável à tramitação do projeto: “O que não quer dizer que eu vá votar a favor do texto. Se a tributação não for abusiva, posso estudar o voto. Se entrar em pauta do jeito que está agora, voto contra.”

Áreas críticas

A preocupação dos vereadores é maior com a Barra da Tijuca e bairros da Zona Sul. No primeiro caso, os moradores já pagam um IPTU salgado. No segundo, a correção percentual seria a mais elevada.

Aliás

O PMDB, que teoricamente é da base de Crivella, continua rachado quanto ao aumento do IPTU.

Telefone sem fio

Presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB) e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ainda não se falaram após as críticas do primeiro ao segundo, quinta-feira. Comunicam-se por interlocutores.

Direto ao papa

Picciani cobrou do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que o governo federal não faça novas exigências após a aprovação do teto de gastos para poderes. Foi uma forma de driblar Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional, algoz de Pezão, que tem imposto barreiras para o plano de socorro financeiro ao estado.

Mercado da Educação

Após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica ser citado na delação da JBS, o Cade decide amanhã se o grupo Kroton poderá comprar a Estácio.

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