Mais Lidas

Policial civil suspeito de vazar informações para traficantes se entrega

Renato Zille Cardoso se entregou na última segunda-feira na Corregedoria da Polícia Civil, enquanto o agente Carlos Augusto Farnochi segue foragido

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Policial civil Renato Ville Cardoso se entregou à Corregedoria da instituiçãoReprodução Internet

Rio - O policial civil Renato Zille Cardoso se entregou, na última segunda-feira, na Corregedoria da Polícia Civil, horas após ser procurado em uma operação policial da própria instituição. Ele é acusado de receber propina de traficantes em valores que chegavam a R$ 11 mil semanais para vazar informações sobre operações sigilosas da polícia.  O agente Carlos Augusto Farnochi segue foragido.

Os dois policiais foram alvos da Operação Network, que investiga a venda de informações sigilosas pelos policiais civis à traficantes da Cidade de Deus, Vila Aliança, Cidade Alta e todo o Complexo da Maré. Segundo a investigação, os pagamentos variavam entre R$ 1.500 a R$ 11 mil semanais. 

Segundo a corregedoria da Polícia Civil, os policiais Renato Ville Cardoso e Carlos Augusto Farnochi informavam membros de facções criminosas, em especial ao Terceiro Comando, onde seriam realizadas operações da Delegacia de Combate à Droga (Decod). 

Policial civil Carlos Augusto Farnochi (de branco) está foragido Reprodução

Delegado assistente da Decod, Vinícius Domingo destacou a eficácia do esquema: "É a maior rede de informações já desbaratada no Rio de Janeiro. Essa era uma estrutura muito sofisticada. Eles sabiam das operações e passavam as informações rapidamente para os traficantes daquela localidade. Isso além de evitar prisões e apreensões colocava em risco a vida dos policiais civis. Os bandidos ao invés de fugirem atacavam os policiais com material bélico", disse.

Diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Marcelo Martins enfatizou que o trabalho para prender os criminosos e desfazer o esquema continuará sendo feito: "Doa a quem doer, vamos cortar na carne viva. Vai ser investigado, identificado e entregue à Justiça. Pessoas que agem assim são marginais com distintivo. O trabalho será feito", afirmou. 

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia