Delegacia foi assaltada por bando durante investigações da Operação Calabar

Bandidos invadiram o setor de buscas eletrônicas da unidade no dia 21 de março e levaram celulares e armamento

Por O Dia

Rio - A audácia dos criminosos é tanta que durante as investigações da Operação Calabar, a Delegacia de Homicídios de Niterói, ltaboraí e São Gonçalo, localizada no Centro de Niterói, foi invadida por um bando. A ação foi registrada no RO 95100213/2017-02.

Delegacia foi invadida por bandidos em NiteróiReprodução Google Maps

Os bandidos invadiram o setor de buscas eletrônicas da unidade no dia 21 de março. Levaram celulares que serviriam de provas para o inquérito e seriam encaminhados para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e até armamento.

Operação para cumprir 96 mandados de prisão contra PMs

A Divisão de Homicídios de Niterói, ltaboraí e São Gonçalo realiza na manhã desta quinta-feira a Operação Calabar, com objetivo de cumprir mandados de prisão contra 96 PMs e 70 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas. Os militares eram lotados no 7º BPM (São Gonçalo) entre 2014 e 2016 e são acusados de receber propina, que era chamada por eles de "meta", além de venda de armas para 41 comunidades, entre elas Salgueiro, Santa Luzia, Santa Izabel, Jóquei, Jardim Catarina, Ocupação Coruja e Alto dos Mineiros, todas naquele município.

Os mandados de prisão e busca e apreensão para casas dos PMs e unidades onde eles estão lotados atualmente - já que foram transferidos para outras unidades durantes as investigações - foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo e Auditoria da Justiça Militar.

Os policiais envolvidos atuavam nos Grupos de Ações Táticas (GAT's); Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO's), Serviço Reservado (P-2) e patrulhamento do 7º BPM. 

A proprina era paga semanalmente perto do batalhão do município e até em DPO's. No DPO do Jardim Catarina o repasse, de R$ 150 a R$ 200, era feito sempre da madrugada ou pela manhã, através de lançamento do maço de notas pela janela do destacamento.  

O início do inquérito na DH começou com a prisão de um traficante que decidiu delatar o esquema. Gravações telefônicas e imagens de vídeos com os policiais recebendo propina também foram incluídas no processo.

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