Pezão pede desculpas aos servidores por crise no Estado

Governador do Rio participou de evento na manhã desta quinta-feira e afirmou que fica no governo até o fim do mandato

Por O Dia

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão aproveitou o evento da renovação da Operação Centro Presente para se desculpar com os servidores pela crise que o Estado vem passando. Durante a cerimônia, Pezão também reafirmou que ficará até o fim do mandato, caso sua doença não volte. O governador foi diagnosticado com câncer em março de 2016 e ficou um tempo afastado do cargo. 

Pezão em cerimônia de renovação do programa Centro Presente%3A Governador pediu desculpas aos servidoresDivulgação

Sobre a decisão da Justiça, na última quarta-feira — que determinou o pagamento dos servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) sob pena de multa diária de R$ 1 mil — Pezão disse que não há dinheiro para quitar os salários em atraso. 

Entretanto, o governador disse que acredita que vai colocar o pagamento dos servidores em dia em até 60 dias depois da aprovação do projeto do teto dos gastos dos poderes do estado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

"Estou muito tranquilo [com a decisão da Justiça]. Não tenho dinheiro no caixa para pagar e estou recebendo junto com a Uerj. Recebi ontem também os mesmos R$ 250 que um funcionário da Uerj recebeu. Todo o secretariado recebe no mesmo dia que recebemos. É um momento de dificuldade e tenho certeza que vamos terminar. Eu quero pedir desculpas pelo o que servidor vem passando. Mas também quero reinterar que meu compromisso até o final do mantado é com o funcionalismo público", disse.

Sobre as críticas feitas por Jorge Picciani, o governador disse que está tranquilo. "Ainda não falei com Picciani, mas recebo as críticas dele com tranquilidade, assim como recebi das outras vezes. Procuro fazer uma política de proximidade, de agregação. Ele faz as críticas dele. Algumas eu aceito, outras eu não aceito. O que é para me acertar eu absorvo", disse. 

Pezão também comentou sobre a Operação Calabar, que investiga a corrupção dentro da Polícia Militar. "A gente nunca compactou com o erro. Não tem coisa pior do que uma pessoa que recebe um distintivo do estado e que age de maneira corrupta. É lamentável". 

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento com supervisão da repórter Karilayn Areias

Últimas de Rio De Janeiro