Operação Calabar: mais sete policiais se entregam

Eles estão entre os 96 PMs com mandados de prisão por envolvimento com o tráfico. Civil investiga possível queima de arquivo

Por O Dia

Rio - Mais sete PMs que tiveram a prisão decretada na Operação Calabar se entregaram ontem à Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). Com isso, cai para seis o número de policiais militares foragidos.

A ação, deflagrada pela especializada na quinta-feira para prender 96 PMs acusados de envolvimento com o tráfico de drogas em São Gonçalo e 76 bandidos, foi a maior já realizada no estado envolvendo policiais militares corruptos. O esquema foi montado por PMs que serviram no 7º BPM (São Gonçalo) entre 2014 e 2016. A polícia espera que os foragidos se entreguem ainda essa semana.

Segundo investigações, PMs do 7º BPM cobravam arrego do tráficoFoto%3A Estefan Radovicz / Agência O Dia

Foram apreendidos ainda vários celulares com os nome dos núcleos que recebiam o arrego. A polícia está investigando ainda se um corpo esquartejado encontrado hoje na área de São Gonçalo seria de um dos informantes dos PMs que pode ter sido assassinado como queima de arquivo. Como O DIA noticiou ontem, a DHNSGI está investigando se também foram queima de arquivo os corpos carbonizados encontrados em um carro na Cova da Onça, em São Gonçalo. Seriam quatro vítimas.

Dos PMs foragidos, alguns tinham posição de destaque no bando, segundo investigações da DHNSGI. Um deles é o sargento Rafael Silva de Moraes. Segundo depoimento do delator do esquema, preso no ano passado, ele integrava três grupos ligados ao tráfico: os núcleos dos Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs) do Salgueiro e de Santa Luzia, e da Ocupação Coruja, sendo um dos líderes nos dois últimos.

Na Ocupação Coruja era o sargento Rafael quem falava direto com o delator sobre as propinas, inclusive, de acordo com o bandido, o policial deu até o celular particular dele para o criminoso, coisa que não acontecia no esquema. Os PMs e bandidos se falavam por telefones ‘buchas’, números criados apenas para tratar do arrego.

Outro que, de acordo com o delator, pegou propina direto com ele foi o sargento Fredson do Nascimento Pereira, que fazia parte do núcleo do Jardim Catarina. O delator contou que já pagou arrego para ele na porta do DPO. Os outros foragidos são: sargento Wainer Teixeira Junior, Paulo Roberto Campos (o sub Campos) e Fernando Cataldo Cortes.

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