Venezuelanos refugiados no Rio participam de plebiscito neste domingo

Consulta popular será paralela a que ocorrerá na Venezuela

Por O Dia

Venezuelanos que estão no Rio têm desencadeado uma série de atos contra o governo de Nicolás MaduroMárcio Mercante / Agência O Dia

Rio - Os venezuelanos refugiados no Rio de Janeiro, se protegendo, segundo eles, da ditadura e violência impostas pelo governo de Nicolás Maduro, participam neste domingo, em Ipanema, de um ato histórico: eles votarão numa consulta popular, paralelamente ao plebiscito que ocorrerá também na Venezuela, convocada pela Assembleia Nacional daquele país, para decidir sobre três pontos, o principal deles sobre a proposta de Maduro de estabelecer uma Assembleia Nacional Constituinte (ANC) para reescrever a Constituição.

De acordo com William Adrian Clavijo Vitto, coordenador de Comunicação e Relações Institucionais do Comitê pelo Resgate da Democracia Venezuelana, a votação também vai englobar sobre o que seus conterrâneos pensam ainda sobre o que o papel das Forças Armadas na garantia do respeito à Constituição e à Assembléia Nacional, e a renovação dos Poderes Públicos, com a realização de eleições e a formação de um novo governo de unidade nacional.

“No exterior, as comunidades venezuelanas solicitaram a ativação do seu Centro de Votação em mais de 500 cidades, em 100 países ao redor do planeta. No Brasil, a consulta popular está confirmada no Rio de Janeiro, além de Brasília, Boa Vista, Curitiba, Manaus, Recife e São Paulo”, ressalta Willian.

No Rio, os venezuelanos poderão votar na Avenida Epitácio Pessoa, 3000, em frente ao posto de combustível BR; e em frente a Estação do Metrô General Osório, saída para a Lagoa Rodrigo de Freitas, em Ipanema, entre 9h e 17h.

O plebiscito vai reunir diversos setores sociais, acadêmicos, estudantis, empresariais e artísticos, que, em conjunto, solicitaram ao Parlamento a execução do processo de Consulta Popular no dia 16 de julho, em conformidade com o artigo 71 da Constituição Venezuelana. “Esperamos que os irmãos venezuelanos compareçam em massa na votação deste domingo”, diz Willian. Os opositores de Maduro entendem que o presidente venezuelano pretende manter no poder com a elaboração de uma nova Constituição.

Enquanto em 2015, o número de refugiados venezuelanos no Brasil não passou de 829, nos cinco primeiros meses deste ano, o total já chegou a 3.971 (em média 794 por mês). Até maio, o índice já tinha superado todo o ano passado, quando 3.375 solicitações (em média 281 por mês) de estadias foram efetuadas. O Conare alega que, como os imigrantes têm livre trânsito, não há como saber quantos vivem atualmente no Rio de Janeiro. Os próprios venezuelanos calculam que há mais de 300 só na Capital carioca.

Maiores informações sobre a consulta pode ser obtidas no site www.unidadvenezuela.org e www.assambleanacioal.gob.ve

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