Legado olímpico: cariocas e atletas de todo país já utilizam as Arenas

Instalações administradas pela AGLO e abertas ao público realizam eventos esportivos e culturais

Por O Dia

Rio - O legado não está largado. Em entrevista ao DIA, o presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Dias Mello, afirmou que as instalações desportivas olímpicas sob a responsabilidade da autarquia federal estão sendo aproveitadas por atletas e pela população. “O legado nunca esteve abandonado.

A Paralimpíada terminou em setembro. Demoramos cinco meses para desmontar as Arenas. Em fevereiro houve a última desmontagem: da Arena 3. Cinco meses foi um tempo razoável. Londres demorou dois anos para entregar à população o legado olímpico dela”, disse Mello.

Há uma semana%2C centenas de crianças conheceram o Velódromo%2C junto com o presidente da AGLO%2C Paulo Márcio Mello%2C e o ministro PiccianiDivulgação

A responsabilidade pelo legado esportivo olímpico era da Prefeitura do Rio. Mas, o projeto de Parceria Público Privada (PPP) para administrar o Parque Olímpico da Barra não vingou. “Foi feita a licitação, apareceu apenas uma empresa interessada, mas ela foi desclassificada”, explicou o presidente da AGLO.

Com a crise financeira no estado, que respinga no município, e sem parceiros, a prefeitura transferiu para a União quatro instalações da Barra da Tijuca: Arenas Cariocas 1 e 2, Velódromo e Centro de Tênis. A AGLO também herdou o Parque de Deodoro. O Parque Radical ficou com a prefeitura.

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“Assim que assumimos, começamos a identificar a necessidade de adequação do modo jogo para o modo legado”, contou Mello. A capacidade de público nas arenas foi reduzida, sendo que a Arena 2 foi totalmente desmontada para se tornar um Centro de Treinamento. A AGLO assinou um termo de cooperação com os Comitês Paralímpico Brasileiro, Brasileiro de Clubes e Olímpico Brasileiro para os atletas de alto rendimento.

No Velódromo, os ciclistas treinam às terças e quintas. “É a pista mais veloz do mundo, 33 recordes foram batidos ali. Nós só tivemos um ciclista na Olimpíada. E qual o nosso objetivo? É justamente aumentar o número de atletas que participem do próximo ciclo olímpico. Para isso existe a nossa pista de ciclismo”, garantiu Mello.

No local, também funciona um projeto de inclusão social, o ‘Esporte e Cidadania Para Todos’, cujo objetivo é atender, diariamente, a 450 crianças. “São 12 modalidades esportivas, entre judô, tae-kwon-do, caratê, ciclismo, com crianças que a gente busca, preferencialmente, nas redondezas: Cidade de Deus e Curicica”, disse Mello. Ele ressalta que desde fevereiro vários eventos foram realizados, como o ‘Gigante da Praia’, que reuniu atletas medalhistas masculinos e femininos olímpicos, uma etapa do Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, além do Campeonato Carioca de Tênis de Mesa.

Entre os eventos programados para o Parque Olímpico da Barra estão o Rock in Rio, o Comic Con e o XP Games. Além disso, Mello planeja a construção do Museu Nacional do Esporte, com coleção de produtos de várias olimpíadas, inclusive as realizadas antes de Cristo. O Museu Olímpico terá o acervo da nadadora Maria Lenk. “Além das atividades esportivas, teremos as culturais”, garante Mello. Tudo de graça para a população, como um bom legado deve ser.

Parque teve vários eventos

Desde que a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) assumiu parte das instalações construídas para as Olimpíadas, vários eventos esportivos foram realizados no Parque da Barra. Um dos mais marcantes foi a cerimônia de abertura da 20ª edição dos Jogos da Baixada, em junho. Organizado pelo DIA, os Jogos são considerados o maior evento socioesportivo da região. Na abertura, que contou com a presença do ministro do Esporte, Leonardo Picciani, atletas amadores de 14 municípios disputaram competições no mesmo piso onde os maiores astros esportivos do mundo, como os jogadores de basquete americano, jogaram.

O Velódromo sediou o Rio Bike Fest, com a participação de 120 atletas de todo o país. Há cerca de uma semana, outro evento, desta vez no vão central do Velódromo, atraiu cerca de 500 crianças e adolescentes, que visitaram pela primeira vez uma instalação olímpica. Eles participaram de oficinas e assistiram a demonstrações de jiu-jitsu, judô, muay thai, tae-kwon-do, caratê, tênis de mesa e ciclismo de pista.

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