Justiça emite mais três mandados de prisão contra curadores do jogo Baleia Azul

Pedido foi feito pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que investiga o caso

Por O Dia

Rio - A Justiça concedeu nesta quarta-feira (18) mais três mandados de prisão contra os curadores do Jogo Baleia Azul, que tenta induzir virtualmente crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 15 anos, ao suicídio por meio de 50 desafios. Os suspeitos de aliciarem crianças e adolescentes para participarem do jogo foram identificados como Letícia Camuci Evaristo, Rodrigo Herllan Lima Souza e Emily Eduarda Cava Leite. O pedido foi feito pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), 

Jogo da baleia azul alicia crianças e adolescentes para série de 50 desafios macabros que termina em suicídioReprodução Internet

Segundo as informações, no Rio Grande do Sul foi apreendido um curador pelo ato infracional análogo ao crime de pedofilia. Um inquérito policial foi instaurado pela DRCI para investigar a participação de curadores no jogo da Baleia Azul, o que resultou em um farto material probatório. A investigação prosseguirá na identificação de outros curadores envolvidos, bem como para análise dos bens apreendidos.

Segundo a polícia%2C Mateus era um dos curadores do Baleia AzulDivulgação

De acordo com a delegada Daniela Terra, responsável pelas investigações, alguns curadores investigados têm relação com rede de pedofilia. Após representação da delegada,  a Justiça autorizou que a multa diária a ser executada contra o Facebook, avaliada em R$ 2 milhões, seja revertida à DRCI. 

Na tarde da última terça-feira a Polícia Civil prendeu o pedreiro Matheus Moura da Silva, 23 anos. O rapaz é acusado de atrair vítimas para participar do jogo. 

Em depoimento, Matheus confessou ser um dos curadores do jogo no Brasil e afirmou ter aliciado 30 pessoas. Além disso, o suspeito também contou que há cinco "curadores" agindo no Rio de Janeiro. "Vamos analisar o material apreendido em todos os estados, pois podem surgir novas vítimas e curadores", disse a delegada Daniela Terra.

As investigações, nomeada de Operação Aquarius, começaram em janeiro, antes que alguma vítima prestasse queixa. Investigadores se infiltraram em comunidades suspeitas e identificaram Matheus. Além do Rio, os agentes atuam também no Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina e Sergipe.  


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