Polícia prende mais um suspeito de integrar milícia em Nova Iguaçu

Mais 11 membros da quadrilha são procurados

Por O Dia

Rio - Policiais da 58ª DP (Posse) prenderam, na tarde desta quinta-feira, William de França, 36 anos, conhecido como 'William do Gás', em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por suspeita de associação criminosa. Ele seria integrante de um grupo miliciano que atua em diversas regiões da Baixada. 

Segundo os agentes, William foi capturado em cumprimento a um mandado de prisão temporária da 1ª Vara de Nova Iguaçu. Ele e outras 15 pessoas foram alvo da operação 'Pizzo', que começou nesta terça-feira, coordenada pela 58ª DP. 

Os policiais ainda esperam cumprir mais 11 mandados de prisão para prender os integrantes da quadrilha. 

Entre presos, quatro PMs

A investigação que culminou com a prisão de quatro PMs acusados de liderar grupos milicianos que atuam em Nova Iguaçu e Belford Roxo começou em novembro, pela 58ª DP, mas as milícias passaram a ter seus membros identificados a partir de abril, após a prisão de um acusado de participação em assassinato.

Ele aderiu à delação premiada e os investigadores descobriram que os paramilitares de Nova Iguaçu mantinham contato com o grupo que controla os serviços no bairro Shangri-lá. Testemunhas auxiliaram, mas deixaram suas residências e abandonaram as cidades. 

Polícia apreendeu dinheiro%2C coletes%2C armas e munições nesta terça-feiraDivulgação


Os homicídios violentos são apontados pela polícia como um dos meios que os milicianos utilizam para impor regras e amedrontar a população, que, acuada, paga taxas e sem denunciar crimes. A investigação aponta que o grupo de Belford Roxo, que tem como um de seus líderes um PM, pode ter matado pelo menos 13 pessoas.

Outro homem apontado pela polícia como chefe do grupo, mas que não teve o nome divulgado, atuaria no bairro há 10 anos. Os policiais investigam se os milicianos teriam cometido estupro de vulnerável (contra criança menores de 14 anos).

Quatro dos que tinham mandado de prisão já cumprem pena na Cadeia Pública Cotrim Neto, em Japeri, e na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo. Por celulares, se comunicavam das celas com a quadrilha que executava os crimes do lado de fora. 

Últimas de Rio De Janeiro