Prefeito mantém abertas as Clínicas da Família, mas protestos continuam

Na terça-feira, funcionários da organização social (OS) Iabas, que contrata os profissionais de saúde que trabalham nas clínicas, avisam a pacientes que foram comunicados do fim dos contratos

Por O Dia

Rio - Mesmo com a declaração do prefeito Marcelo Crivella de que não vai fechar as Clínicas da Família do município, na manhã de ontem funcionários e pacientes fizeram novamente protestos pedindo que as unidades não deixassem de funcionar. Na terça-feira, funcionários da organização social (OS) Iabas, que contrata os profissionais de saúde que trabalham nas clínicas, avisam a pacientes que foram comunicados do fim dos contratos.

Moradores do Anil protestaram contra a possibilidade do fim da clínica Divulgação

Mesmo com manifestações de ontem nas unidades do Anil, Tijuca, Parada de Lucas, Campo Grande e Ilha do Governador, os atendimentos aconteceram normalmente e nenhuma clínica deixou de funcionar. Médicos e enfermeiras de algumas unidades trabalharam com roupa preta em protesto. “Nosso gerente, ontem, foi chamado para uma reunião na subprefeitura da Barra. Quando ele voltou nos avisou que só trabalharíamos até o dia 23 de agosto”, conta uma profissional que pediu para não se identificar.

Na unidade Bárbara Mosley de Souza, no Anil, na Zona Oeste, pelo menos 100 pessoas realizaram ato. “Ontem (terça-feira), os funcionários receberam comunicado dizendo que os contratos com as OSs não serão renovados e que eles só trabalharam até o próximo dia 23”, disse o fotógrafo Alan Silvio, de 29 anos, morador do bairro. O município esclareceu que renegocia contratos com as OSs, mas voltou ontem a garantir que não fechará nenhuma Clínica da Família. Procurada, a Iabas não quis se manifestar. 

Pinel sem emergência

Funcionários do Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, protestaram também contra o fechamento do setor de emergência da unidade saúde mental. Com cartazes, os manifestantes bloquearam parcialmente a Avenida Venceslau Brás, na tarde de ontem.

Na terça-feira, a Secretaria Municipal de Saúde justificou o fechamento da emergência pelo impedimento de novas contratações, devido ao limite de gastos da Lei Responsabilidade Fiscal. Segundo a secretaria, não foi possível repor as perdas de médicos que atuavam no instituto. As demandas de urgência psiquiátricas serão encaminhadas à Coordenação de Emergência Regional, na Barra, ou à Policlínica Rodolpho Rocco, em Del Castilho. 

Do estagiário Rafael Nascimento, sob supervisão de Maria Inez Magalhães

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