Militares fazem a maior operação desde a 2ª Guerra para coibir narcotráfico

Raul Jungmann e representantes das Forças Armadas se reuniaram com parlamentares da bancada federal do Rio para falar sobre as ações nas fronteiras do Brasil para coibir a entrada de armas e drogas no Estado

Por O Dia

Rio - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e representantes das Forças Armadas, fizeram uma apresentação, nesta sexta-feira, para os parlamentares da bancada federal do Rio sobre as ações e os sistemas de proteção de fronteiras para coibir a entrada de armas e drogas no Estado. A reunião sobre a maior operação desde a Segunda Guerra Mundial, segundo os militares, aconteceu na Escola Superior de Guerra (ESG), no bairro da Urca, na Zona Sul do Rio. 

Na apresentação foram mostrados os resultados das operações que os militares vem fazendo nas fronteiras brasileiras, que passam por 11 estados, 710 municípios e equivale a 27% do território nacional. Segundo as autoridades, três ações estão em andamento: Ostium, Sisfom e Ágata. 

A Operação Ostium está sendo realizada principalmente no trecho entre Bolívia e Paraguai. A ação consiste no monitoramento do espaço aéreo brasileiro, na qual os militares abordam aeronaves quando elas são desconhecidas (não informaram as autoridades que estavam entrando no Brasil). São utilizadas 51 aeronaves e 836 militares.

Desde o início da operação, em março, 153 interceptações já foram feitas. Destas, três aeronaves foram apreendidas por tentarem entrar no país com material ilícito. Em um delas, os militares encontraram 500 kg de basta base de cocaína. Cada quilo de pasta rende sete quilos da droga. Um prejuízo de 3 toneladas e meia para o tráfico.

Já sobre as outras ações, o Sisfom é um projeto piloto que deve ser implementando em 2019. A ideia é monitorar a fonteira do Brasil com o Paraguai, no Mato Grosso do Sul, com radares terrestes. E a Ágata é uma operação terreste. Ainda não foram divulgados balanços sobre ela.

'Não fazemos mágica'

Durante o encontro, Jungmann novamente comentou a situação da segurança pública do Rio. "Não fazemos mágica. A situação chegou a esse ponto por conta de décadas de problemas. Nunca prometemos que mudaríamos o que está acontecendo do dia para a noite", disse. 

Questionado sobre os novos episódios de roubos de carga, Junggmann informou que agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional foram deslocados para o Arco Metropolitano para apoiar as equipes que já atuam na região.

O ministro também falou sobre a saída das Forças Armadas das ruas. "A saída já estava programada, pois em um primeiro momento, os militares foram para as ruas para um reconhecimento de área. As Forças Armandas vão atuar em apoio a polícia e não pela polícia. Os soldados não farão operações em comunidade", concluiu. 


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