Família não consegue fazer translado de jovem morto em acidente na Argentina

Rapaz morreu na semana passada. Mas família disse que o país só vai liberar o corpo na semana que vem por causa das eleições

Por O Dia

Robson Cillaberry dos Santos Junior foi morto na semana passadaReprodução Facebook

Rio - Os familiares do jovem Robson Cillaberry dos Santos Junior, de 25 anos, morto na semana passada na Argentina após sofrer um acidente de esqui, estão vivendo um verdadeiro martírio para tentar trazer o corpo da vítima para o Rio de Janeiro. Apesar de terem agendado o enterro do rapaz para amanhã, no Cemitério São João Batista, a família ainda não sabe quando conseguirá se despedir da vítima.

Robson estava passando uma semana de férias em Ushuaia, no Sul da Argentina, quando sofreu um acidente de esqui, na última terça-feira, dia 8. Ele chegou a ser atendido por médicos em uma unidade de saúde da estação de esqui, mas recebeu alta no mesmo dia após ser medicado. Segundo familiares, mesmo reclamando de dores, Robson foi levado em uma ambulância para o quarto do hotel onde estava hospedado. Na manhã seguinte, no entanto, ele foi encontrado morto.

De acordo com a irmã da vítima, Danielle Duarte, houve negligência no atendimento médico. “Meu irmão foi liberado mesmo com uma fratura na costela. A equipe médica não prestou o socorro devido. Precisamos de ajuda para trazer o meu irmão de volta para que ele tenha um enterro digno. É muito sofrimento para uma família”, lamentou.

Segundo ela, o corpo de Robson saiu de Ushuaia no dia 11 e foi levado para Buenos Aires, No entanto, Duarte afirma que por conta das eleições presidenciais, o Ministério da Saúde da Argentina informou que só poderá liberar o corpo na semana que vem. A família chegou a buscar auxílio do Itamaraty, mas ainda não há previsão para a liberação do corpo.

A mãe da vítima, Deyse Duarte, também acusou os médicos de negligência, mas ressaltou que neste momento o mais importante é conseguir o translado do corpo. “Eu quero fazer um enterro digno para o meu filho, mas até agora não conseguimos resolver nada.  Será que é pedir muito? “, desabafou.

Por meio de nota, o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires informou que está em contato com a família de Robson e com as autoridades argentinas para ajudar no que for preciso para a liberação do corpo.

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