Pai de jovem assassinado por policiais em Costa Barros recebe indenização

Desembargadores do TJ rejeitaram recurso do governo do estado

Por O Dia

Rio - Os desembargadores da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitaram o recurso do governo do estado e confirmaram a tutela antecipada concedida pela primeira instância determinando o pagamento de pensão, no valor de 1/3 do salário mínimo, ao pai de Carlos Eduardo da Silva Souza, uma das vítimas da chacina de Costa Barros, em 2015.

O rapaz, que tinha 16 anos, estava no carro que foi atingido por 111 tiros disparados por policiais militares. Carlos Eduardo e outros quatro jovens morreram na hora. Na época, os policiais alegaram que participavam de operação para checar uma denúncia de roubo de carga na região.

Para o defensor público Daniel Lozoya, que representa o pai de Carlos Eduardo, o valor da pensão foi justo. "Segundo a legislação brasileira, o máximo permitido como pagamento de pensão para vitimas que não exerçam atividade laborativa é 2/3 de salário mínimo. O pai da vítima recebeu 1/3 e o outro terço é reservado a mãe da vítima".

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