Por luana.benedito

Rio - ‘E a vida, o que é, o que é, meu irmão?” – diz o verso da canção. É o mistério que tentamos desvendar, a pergunta que não quer calar. O Criador nos deu o impulso da investigação e uma de nossas maiores interrogações é sobre o que vem depois desta. Costuma-se dizer: partiu para uma melhor.

Se quando vamos viajar para outro país nós nos preparamos, por que não nos prepararmos também para a viagem de volta?! Encontrei um texto bem esclarecedor no livro “Yoga – ciência da vida espiritual” que pode ser um bom guia e servir de ajuda nessa preparação.

Passo a palavra: “O mundo céu é o ‘lugar’ onde havemos de colher o que semeamos aqui, e a colheita é proporcional à riqueza e à natureza das sementes que plantamos. Se quisermos, pois, ter uma vida celeste rica e profunda; se quisermos progredir ali mais rapidamente do que neste mundo, pensemos nobremente, e de maneira elevada; amemos puramente e com energia, e todas essas experiências terrestres se transformarão no céu em faculdades e aptidões novas. Todas as nossas emoções mais puras desabrocham no mundo celeste. E não somente o amor que une os corações dos parentes e dos amigos, mas também o amor da Humanidade. O amor do homem tantas vezes contrariado neste mundo pela falta de meios ou de oportunidades, esse amor que aqui nutrimos, reaparece no mundo celeste e ali se transforma em faculdade de servir. Tal é a maravilhosa alquimia celeste, mediante a qual todas as nossas esperanças, todas as nossas aspirações se tornam os materiais com que construímos a nossa natureza e evoluímos.”

E tem mais uma dica:

“Neste mundo se semeia aquilo que se colherá nos outros. Quando se compreende isto, ou quando se começa a compreendê-lo, muda-se também de vida e se faz mais uma preparação para uma longa vida celeste. Eis como o céu e a terra estão ligados um ao outro. Quando se sabe disto, já não se deixa passar um dia sem semear alguma coisa para a colheita no plano espiritual.”

*Fernando Mansur: Radialista. Escritor. Professor. Graduado em Letras pela Universidade Católica de Minas Gerais (Ponte Nova). Mestre e doutor em Comunicação pela UFRJ

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