Ato homenageia empresário atropelado no Recreio

Cerca de mil pessoas participaram do movimento, chamado de Pedal pela Paz

Por O Dia

Rio - Ciclistas realizaram, na manhã deste sábado, um ato em homenagem ao empresário Hélio Crespo, que foi atropelado e morto no último fim de semana, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Cerca de mil pessoas participaram do movimento, chamado de Pedal pela Paz.

Ato pediu mais segurança para ciclistasComissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro

Eles se reuniram no final da Barra e fizeram uma pedalada até a Reserva, onde houve o acidente. Amigos e parentes de Hélio também participaram do ato, que interditou os dois sentidos da Avenida Lúcio Costa ao tráfego de veículos próximo ao Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, até a Avenida Pedro Moura, no Recreio.

Grupo pedalou até a praia da Reserva%2C onde ocorreu o acidenteComissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro

O Detran abriu um processo de cassação contra a Carteira de Habilitação (CNH) do policial militar que atropelou e matou o empresário. Ele estava de bicicleta e seguia pela Avenida Lúcio Costa, no sentido Recreio, quando foi atingido na altura da Praia da Reserva.

O impacto foi tão forte que a roda da bicicleta ficou presa ao veículo. Hélio chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. O empresário deixou um filho de 20 anos.

Empresário Helio CrespoReprodução Internet

Marcelo Soares da Silva, sargento lotado no 31º BPM (Recreio), teve 99 multas nos últimos cinco anos e 471 pontos na carteira. Segundo o Detran, o policial estava com a habilitação bloqueada desde novembro e licenciamento atrasado há dois anos. De acordo com as investigações, ele sequer pisou no freio para evitar o acidente e fugiu sem prestar socorro.

A delegada assistente da 16ª DP (Barra da Tijuca), Isabelle Conti, constatou que o suspeito não tentou impedir o acidente, porque não foram localizadas marcas de frenagem no chão. Ela informou que Silva não se apresentou espontaneamente à delegacia. O Corolla preto que o PM dirigia foi localizado por policiais na porta da casa dele, em Vargem Pequena, no domingo à noite.

“Ele só saiu quando ouviu o barulho do reboque”, contou a delegada. O suspeito foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção). A Polícia Civil vai investigar se o policial estava sob efeito de drogas ou álcool, o que o faria responder por homicídio doloso. O motorista ficou em silêncio durante o depoimento e foi liberado, pois não houve flagrante.

A polícia já sabe que o sargento dirigia entre 100 e 120 km/h. O limite permitido no local é 60 km/h.

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