Polícia e MPRJ realizam operação contra esquema de corrupção de policiais civis

Policiais levantavam informações de pessoas envolvidas em atividades ilícitas para praticar extorsão. Agentes cumprem seis mandados de prisão e dois de busca e apreensão

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) realiza, nesta terça-feira, uma operação contra um esquema de corrupção de policiais civis. A ação tem apoio ainda da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança. 

Segundo as investigações, os integrantes levantavam informações de pessoas envolvidas com atividades ilícitas e passavam a exigir uma quantia para que elas não fossem presas. Os policiais usavam veículos, distintivos e a estrutura da corporação para extorquir os cidadãos em troca da não detenção pelos crimes.

Agentes cumprem seis mandados de prisão, quatro deles contra policiais civis e outros dois contra suspeitos que atuavam como informantes dos agentes. Todos eles foram denunciados por organização para atividade criminosa, extorsão mediante sequestro, usurpação de função pública e corrupção. Além disso, os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em unidades policiais. Até o momento, o órgão não divulgou um balanço da ação. 

O esquema teve início quando os policiais eram lotados na 36ª DP (Santa Cruz) e continuou após a transferência do grupo para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Niterói, a partir de maio de 2017.

A denúncia mostrou também que a organização criminosa atuava impondo "extremo terror". "Em alguns casos, a vítima da extorsão era levada para o interior da delegacia, sob o pretexto de ter sido flagrada praticando algum crime. Os policiais e os informantes ameaçavam e já até agrediam fisicamente as vítimas para exigir delas e de seus familiares altas quantias em dinheiro em troca de sua liberação", disse o órgão.

O MP explicou que os policiais permitiam aos informantes o uso de distintivos e armas de fogo da polícia e até a direção de veículos da instituição para a prática dos crimes.

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