Policiais civis são presos acusados de extorsão

De acordo com a investigação, os suspeitos exigiam dinheiro para que envolvidos com atividades ilícitas não fossem detidos

Por O Dia

Rio - Quatro policiais civis denunciados por extorquirem suspeitos de crimes para livrá-los da prisão em flagrante foram presos ontem na Operação Quarto Elemento, da Secretaria Estadual de Segurança (Seseg) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPRJ). Outros dois homens que, segundo a denúncia, atuavam como informantes, também foram capturados.

De acordo com a investigação, os suspeitos exigiam dinheiro para que envolvidos com atividades ilícitas não fossem detidos. Segundo a Seseg e o MPRJ, os agentes usavam veículos, distintivos e a estrutura da polícia para praticar os crimes.

Foram presos os policiais Carlos Tadeu Gomes Freitas Filho, Xavier Fernandes Coelho, Rafael Ferreira dos Santos e Delmo Fernandes Baptista Nunes e os informantes Fábio Rodrigo da Silva e Raphael Nonato dos Santos Lopes, vulgo Longo. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo dois em unidades policiais. A Seseg ainda não divulgou balanço das apreensões.

O MPRJ e a Seseg informaram que o esquema teve início quando os policiais eram lotados na 36ª DP (Santa Cruz) e continuou após a transferência do grupo para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói, em maio.

Consta na denúncia um caso em que os suspeitos teriam extorquido uma proprietária de um Citroen C3. Avisados pelos informantes de que o veículo era produto de crime, os policiais teriam ido até a casa da mulher e informado que ela seria presa se não pagasse R$ 10 mil.

Os órgãos afirmam que o grupo atuava impondo extremo terror e que, em muitos casos, a vítima da extorsão era levada para a delegacia, sob o pretexto de ter sido flagrada praticando crime. Dizem ainda que os acusados ameaçavam e, às vezes, agrediam fisicamente as vítimas para exigir delas e de seus familiares altas quantias em dinheiro.

Os seis presos respondem por atividade criminosa, extorsão mediante sequestro, usurpação de função pública e corrupção. O DIA não conseguiu contato com a defesa dos acusados.

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