Informe: 'Descarto aliança com o PMDB', diz Cesar Maia

Como prefeito, político comandou a cidade por 12 anos em seus três mandatos

Por O Dia

Cesar MaiaJoão Laet / Agência O Dia

Rio - O entrevistado de hoje é bem conhecido dos cariocas. Como prefeito, Cesar Maia (DEM) comandou a cidade por 12 anos em seus três mandatos. Aos 72 anos, o hoje vereador é unanimidade em seu partido para disputar o governo estadual. A conjuntura é favorável: seu filho, Rodrigo Maia (DEM), é presidente da Câmara dos Deputados e influencia centenas de políticos.

Correligionários afirmam que, com tamanho poder, Rodrigo espera aglomerar quase 20 partidos em torno da candidatura do pai. As conversas incluem até mesmo o ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), padrinho da filha mais velha de Rodrigo, mas desafeto de Cesar, que o lançou na política. Um concorreria ao governo; outro, ao Senado.

O DIA: Há uma reaproximação sua com Eduardo Paes? Seu filho tem discutido uma aliança com o PMDB para 2018.

Cesar Maia: Rodrigo e Eduardo sempre mantiveram esses contatos. Mas em relação a mim não há nenhuma aproximação. Nenhuma. E menos ainda eleitoral.

Então está descartada qualquer aliança com Paes ou com o PMDB em 2018?

Da minha parte está descartada. Mas eu não sou o partido. Em 2016 houve acordo entre os partidos (DEM e PMDB), mas eu não fiz a campanha do Pedro Paulo (Carvalho) e não votei nele nos dois turnos. Isso ficou claro e aberto.

É que há uma conversa nos bastidores de que haveria uma aliança entre o senhor e Paes. Um viria para o governo, outro para o Senado...

Comigo ninguém tratou disso. Nem Rodrigo.

Uma fonte do seu partido diz que o senhor só disputará a eleição se for para o governo, porque se for para cargo no Legislativo, preferiria ficar como vereador...

Nunca disse isso. Não estou pensando nisso. É muito cedo, pois nem as regras eleitorais estão definidas. Estou feliz como vereador.

Supondo que o senhor seja candidato, o fato de ter sido prefeito por três mandatos ajuda ou atrapalha? Lembrando que há a onda dos outsiders, pessoas eleitas que vieram de fora da política.

Difícil antecipar eleições no Brasil. E nesta conjuntura é impossível. Aqui no Rio, ainda não apareceu um nome que represente a antipolítica ou outsider em 2018.

Nem o ex-técnico de vôlei Bernardinho (Novo)?

Só perguntando a ele. Não li ainda nenhuma afirmação nesse sentido.

Que impacto poderá ter Rodrigo, como presidente da Câmara, na eleição no Rio?

As campanhas têm dinâmicas próprias. Só em 2018 saberemos. Mas a gratidão dos cariocas e fluminenses sempre foi marca de suas identidades.

Como vereador, o senhor fez oposição atuante ao Paes e, agora, ao Marcelo Crivella (PRB)...

Paes quis surfar os grandes eventos e a onda o derrubou. Crivella ainda é um não governo. Só está fazendo caixa para os últimos três anos. O desgaste dele com os servidores é terminal.

 

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