'Polícia não negocia com criminosos', diz Roberto Sá após 'proposta' de Nem

Declaração do Secretário de Segurança se refere a fala do advogado de Nem que revelou querer propor medidas para a redução da criminalidade, mesmo que isso acarrete em negociar com os chefes do tráfico

Por O Dia

Rio - O secretário de Segurança, Roberto Sá, afirmou, nesta quarta-feira, que a polícia não negocia com criminosos. A declaração foi dada após o advogado de defesa do traficante Antônio Francisco Lopes, o Nem, revelar que quer negociar com a Secretaria de Segurança propostas para a redução da criminalidade, mesmo que isso acarrete em negociar com os chefes do tráfico.

Secretário de Segurança Pública%2C Roberto Sá%2C fala coma imprensa após a posse do novo Comandante Geral do dos Bombeiros%2C Roberto RobadeyMaíra Coelho / Agência O Dia

"A polícia não negocia com criminosos. A polícia tenta prevenir, reprimir e investigar. O que a polícia faz é descobrir o criminoso, prendê-lo e entregá-lo à Justiça", declarou Sá ao fim da solenidade de troca de comando no Corpo de Bombeiros, realizada no Quartel General da corporação, no Centro.

Durante o evento, Sá afirmou que está investigando o que houve de errado na operação policial na Rocinha, que não conseguiu evitar a entrada dos criminosos. O secretário falou também sobre a permanência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades dos Macacos, São Carlos e Rocinha. Segundo ele, os policiais permanecem nas favelas à pedido da associação de moradores, que sempre pede que o estado fique nos locais.

Por fim, Sá voltou a dizer que a relação com o governo federal, especialmente com as Forças Armadas, é muito boa. "A secretaria de Segurança tem a missão de prover segurança e aceita toda e qualquer ajuda. Fazer segurança no Rio de Janeiro sem recursos é muito difícil. Então, trabalhamos com a Força Nacional e as Forças Armadas. Sempre que necessário a gente pede apoio das Forças. O Rio de Janeiro não tem vaidade. Pelo contrário, queremos a ajuda de todos. Em nome da sociedade e do governo quero dizer que toda ajuda é bem vinda", declarou Sá.  


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