Devido à insegurança, turistas não entram na Rocinha

Cerca de 20 franceses faziam parte de uma excursão da empresa Favela Tour, que leva turistas estrangeiros para conhecer as comunidades do Rio

Por O Dia

O dia na Rocinha começou com apresentação de drogas e turistas passeando próximo à Passarela que dá acesso a comunidadeEstefan Radovicz / Agência O Dia

Rio - Cerca de 20 turistas franceses circularam pelo entorno da Rocinha, na Zona Sul do Rio, na manhã deste domingo. O grupo fazia parte de uma excursão da empresa Favela Tour, que leva turistas estrangeiros para conhecer as comunidades do Rio. Devido à instabilidade de segurança na região, o grupo decidiu não entrar na comunidade.

"Geralmente nós entramos na Rocinha e fazemos visitas a dois projetos sociais. Mas hoje não vamos entrar, pois a qualquer momento pode acontecer algum confronto", comentou o guia turístico Paulo Diamante. 

"Isso é péssimo para o turismo no Rio de Janeiro. Mas, infelizmente, é a relidade que temos diante de muitos anos de abandono do poder público. Tento explicar essa situação a eles", conclui. 

Os franceses foram até o meio da passarela da Autoestrada Lagoa-Barra e tiraram fotos da Rocinha. Próximo à delegacia, registraram a movimentação dos caminhões do Exército.

O dia na Rocinha começou com apresentação de drogas e turistas passeando próximo à Passarela que dá acesso a comunidadeEstefan Radovicz / Agência O Dia

Antes da Rocinha, os turistas visitaram a Vila das Canoas, também em São Conrado, onde conheceram o interior da comunidade e tiveram contato com os moradores. Na tentativa de explicar a violência do Rio aos franceses, o guia turístico fez uma comparação com grupos terroristas mulçumanos. "Há 1 milhão de muçulmanos no mundo e apenas 1% deles é terrorista. Nas favelas do Rio é a mesma coisa. Os moradores de bem formam uma maioria esmagadora", disse Paulo Diamante.


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