Audiência de médica que negou socorro para bebê é marcada para março de 2018

Haydee Marques da Silva é acusada de homicídio doloso. Ela recusou socorro ao menino Breno, de um ano e meio, que acabou morrendo

Por O Dia

Rio - O juiz marcou para março de 2018 a primeira audiência de instrução e julgamento da médica Haydee Marques da Silva, acusada de homicídio doloso — com intenção de matar — por recusar socorro ao menino Breno Rodrigues Duarte da Silva, de um ano e meio, que acabou morrendo. O caso aconteceu em junho deste ano.

Na audiência, que será realizada no dia 9 de março, serão ouvidas testemunhas apresentadas pela Ministério Público. As mesmas serão usadas pela defesa de Haydee.

A médica Haydee Marques da Silva%2C 66 anos%2C se recusou a prestar socorro ao menino Breno de 1 ano e 6 meses%2C que morreu uma hora e meia depoisDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Na mesma decisão, o magistrado manteve as medidas cautelares impostas contra a médica, entre elas comparecer todo mês em juízo para justificar atividades e não se ausentar da cidade sem autorização judicial. O descumprimento de qualquer uma das medidas pode acarretar na sua prisão preventiva. 

Relembre o caso

A médica Haydee Marques da Silva se recusou a atender e levar para o hospital o bebê Breno Rodrigues Duarte da Silva, que acabou morrendo por complicações em seu quadro clínico cerca de uma hora e meia depois da omissão de socorro.

A justificativa da médica, segundo testemunhas, era que tinha acabado o seu turno. A criança faleceu após vomitar e se engasgar, enquanto esperava por outra ambulância.

Breno com os pais. Menino morreu após médica recusar socorroDivulgação

Em depoimento, Haydee afirmou que não tinha responsabilidade na morte de Breno por não ser pediatra. "Estou triste e muito abalada pela criança ter morrido, mas não estou arrependida porque não fiz nada de errado do código de conduta médica. Eu pedi outra unidade, com pediatra para atendê-lo. Não sou pediatra, não sou neurologista, pedi à outra unidade de ambulância para atender esta criança. Disseram que a unidade estava indo”, disse.

Haydée também possui uma anotação criminal por agredir uma paciente no ano de 2010. Após a repercussão do caso de Breno, a Justiça aceitou o pedido do Ministério Público e mandou suspender imediatamente o registro profissional dela no Conselho Regional de Medicina (Cremerj). 

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