PM faz operação no Alemão após denúncia de que Rogério 157 estaria na favela

Policiais do Bope estão na comunidade desde o início da manhã desta quarta-feira. Batalhão de Choque voltou a atuar na Rocinha

Por O Dia

Rio - O Batalhão de Operações Policiais Especiais realiza, na manhã desta quarta-feira, uma operação no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. A ação ocorre um dia após a Polícia Militar receber a informação de que Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, estaria na comunidade. 

Ainda nesta manhã, policiais do Batalhão de Choque voltaram a atuar na Rocinha, Zona Sul, em busca de traficantes que fugiram da comunidade. Desde a última sexta-feira, militares das Forças Armadas estão na região. De acordo com a corporação, bandidos teriam saído do local por meio da mata e ido em direção à favelas da Zona Norte, como os morros do Borel e do Salgueiro, na Tijuca. 

Exército está na Rocinha desde a última sexta-feiraEstefan Radovicz / Agência O Dia

Policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) também atuam no Vidigal. Até o momento, não há registros de feridos e presos nas operações.

Moradores começam a retomar rotina na Favela da Rocinha

"Você preferia me enterrar?" Foi essa pergunta que uma manicure de 21 anos, moradora da Rocinha, fez ao patrão ontem, logo após ser demitida do salão em que trabalhava em Copacabana. Moradora da Rua 2, um dos locais mais conflagrados da favela, ela não saiu de casa por conta dos tiros. "Já perdi um irmão de nove anos com um tiro na testa por bala perdida. Por segurança, fiquei em casa. Mas o gerente do salão não quis saber", contou.

Em meio à tensão e tanques de guerra, aos poucos, a rotina dos moradores volta ao normal. Na madrugada desta quarta-feira não houve tiroteio. As escolas e creches particulares reabriram ainda na terça, mas com saída antecipada. "Minha neta de 1 ano voltou para a creche hoje. Normalmente, ela estuda até à noite, mas a saída foi às 16h", contou a dona de casa Maria Rodrigues, 56. Seu marido é dono do Bar do Zé, na entrada da Dioneia. A região, onde na mata traficantes estariam escondidos, virou um ponto fixo de soldados do Exército. "Moro há 35 anos aqui e nunca tinha visto isso", contou José Lima, que reabriu o bar, que funciona 24 horas por dia, desde segunda.

Últimas de Rio De Janeiro