Portal pede informações sobre suspeitos de torturar jovens na Rocinha

Dois adolescentes foram espancados por traficantes ligados ao Nem da Rocinha na semana passada

Por O Dia

Rio - O Portal dos Procurados divulgou, nesta terça-feira, um cartaz pedindo informações sobre os suspeitos de torturar dois adolescentes de 16 anos, na Rocinha, Zona Sul do Rio. Os rapazes foram agredidos durante quase uma hora por traficantes ligados a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, na semana passada. 

Os suspeitos são Carlos Augusto Rodrigues Barreto, o Cachorrão, de 38 anos; Neide Aparecida da Costa, de 42; Vitor dos Santos Lima, o Playboy, de 22; Washington de Jesus Andrade Paz, o W, de 25, Lhoran de Andrade Lima, de 19 e Jefferson Lopes Farias, de 27. Eles são acusados de associação ao tráfico de drogas e prática de crime de tortura.

Portal pede informações sobre envolvidos na tortura de adolescentes na RocinhaDivulgação

Um dos adolescentes disse que eles foram torturados com um pedaço de madeira, amarrados com fita e levados para um casa, onde os agressores jogaram álcool sobre eles. A ação foi flagrada por PMs, que acionaram as Forças Armadas. 

A tortura teria ocorrido após um dos adolescentes usar um boné com a inscrição 'Jesus é dono desse lugar'. A frase faz alusão à quadrilha de Rogério 157, traficante rival ao Nem, que aparece em fotos utilizando um cordão de ouro com a mesma inscrição.

Um dos suspeitos foi preso um dia depois do crime. Carlos Alexandre Camelo da Silva, o CL 19, foi detido após ser esfaqueado pelo pai de uma das vítimas. Os outros seis criminosos estão sendo procurados e já são considerados foragidos da Justiça.  A Justiça também expediu um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 15 anos pela prática de crime análogo à tortura. Ele teria participado da agressão. 

Quem tiver qualquer informação sobre os suspeitos pode denunciar pelo WhatsApp ou Telegram Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo Disque-Denúncia (21) 2253-1177, pelo Facebook/(inbox), www. facebook.com/procurados.org/, ou pelo aplicativo do DD/Rio. Em todos os canais de denúncias, o anonimato é garantido. 

Todas as informações serão encaminhadas para 11ª DP, que está encarregada das investigações e do inquérito criminal. 

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