Polícia investiga se mortes de dono de parque e PM foram latrocínio

Delegado acredita que funcionário passou informação para criminosos

Por O Dia

Rio - A principal linha de investigação da Polícia Civil sobre as mortes do dono do parque PlayCity, Manoel Alves Gomes, e o seu segurança, o sargento da PM Jorge da Silva Brandão, é o crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Eles foram assassinados quando deixavam o parque, em São João de Meriti, por volta das 22h30 desta quinta-feira. Segundo a investigação, dois bandidos anunciaram o assalto e atiraram.

Sargento Jorge da Silva Brandão foi morto na Baixada FluminenseDivulgação

“Dois assaltantes abordaram as vítimas pedindo dinheiro e em seguida atiraram. O policial não reagiu. Os bandidos deram um tiro em cada vítima”, disse o delegado Luiz Otávio Franco. O empresário foi baleado na cabeça e morreu no local. O sargento Brandão foi levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti, mas não resistiu. Ele foi o 108º PM morto este ano.

O carro em que as vítimas estavam foi localizado e no veículo foi encontrado R$ 2.900. “Acredito que algum funcionário tenha dado a informação, pois os bandidos sabiam a hora em que o empresário estava saindo e que ele transportava o dinheiro. Vamos ouvir os funcionários”, disse o delegado.

Gomes e Brandão foram velados na mesma capela e serão enterrados hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

A polícia vai analisar imagens de câmeras de segurança do Shopping Grande Rio, onde o parque funcionava, para tentar identificar os criminosos. O parque ainda não tem data para ser reaberto. 

Últimas de Rio De Janeiro