'Pinga-pinga' já preocupa Baixada e interior do Rio

Estiagem das últimas semanas afeta abastecimento de água em diferentes municípios. Cedae admite dificuldades e pede que moradores evitem desperdício

Por O Dia

Rio - O longo período de estiagem que o Rio enfrenta desde o mês passado tem causado falta d'água em diversas regiões do estado. Ontem voltou a chover, mas não o suficiente para aumentar os níveis dos rios e represas que abastecem várias cidades.

Douglas tem gastado R%24 35 por 1.500 litros de água por semana em Saracuruna%2C desde o dia 3 de outubroFoto do leitor

Segundo a Cedae, estão sendo afetadas áreas da Baixada Fluminense atendidas pelos mananciais Xerém-Mantiqueira e Tinguá. É o caso de Duque de Caxias e bairros de Nova Iguaçu, como Santa Rita e Corumbá. A redução do nível dos rios Guapiaçu e Macacu dificulta o abastecimento nos municípios atendidos pelo sistema Imunana-Laranjal: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, parte de Maricá e a Ilha de Paquetá.

Morador de Duque de Caxias, o gestor em Logística Douglas Mendonça reclama que os bairros Saracuruna, Campos Elíseos e Jardim Primavera estão sem água desde o dia 3 de outubro e outros, como Nova Campinas, Parque Paulista e Santa Cruz, sofrem o problema há três semanas. "Em minha casa, armazenamos 5 mil litros em caixas fechadas e usamos em média 1.500 litros por semana. Gastamos R$ 35 com mil litros. Nem com bomba ligada a água vem", contou Douglas, que mora em Saracuruna com duas pessoas.

Em Paquetá, a população começou a se queixar semana passada: "Desde quinta não cai água. Estamos economizando, evitando ligar a máquina de lavar louças e comprando gelo fora", disse Maurício Castelhano, gestor do restaurante Zeca's.

A Cedae também pede para moradores evitarem o desperdício em Varre-Sai, Magé, Teresópolis, Cantagalo, Cordeiro, Duas Barras, Angra dos Reis, Paty do Alferes, Miracema (distrito Paraíso Tobias), Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, Maricá e Jamapará.

Incêndio debelado na Serra

Bombeiros controlaram ontem dois incêndios florestais em Nova Friburgo, Região Serrana, e Valença, no Sul do estado. Na Serra, o fogo começou sexta-feira no Morro da Cruz e se espalhou pela mata em vários bairros. Em Valença, mais de 500 hectares de vegetação queimaram na Serra da Concórdia. Segundo o tenente-coronel Fábio Gonçalves, de Friburgo, a maioria dos incêndios na mata é provocada pelo homem, mas a vegetação seca, alastra o fogo. Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, hoje não deve chover na maior parte do estado. Temperatura sobe amanhã.

Aeronaves e viaturas com água foram utilizadas no combate ao fogo 6º GBM/Divulgação


 

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