Informe: lei que determina 30% de mulheres como candidatas não reflete eleitas

Para preencher a cota, partidos chegam a inscrever mulheres que nem sequer sabem que disputam eleição

Por O Dia

Rio - A Lei determina que ao menos 30% dos candidatos, em partidos ou coligações, sejam mulheres. A obrigação, porém, não se reflete no aumento de eleitas no país. E a sabotagem pode contribuir para a pouca participação das brasileiras na política. Para preencher a cota, partidos chegam a inscrever mulheres que nem sequer sabem que disputam eleição. Em outros casos, o apoio à ala feminina, com estrutura partidária e verba para campanha, é praticamente nulo.

O processo em fase mais avançada movido pelo Ministério Público Estadual acusa dois partidos pela prática. Promotores e defesa já foram ouvidos. Falta apenas a sentença da Justiça (138ª Zona Eleitoral) a ação é referente ao pleito de 2016 em Queimados.

Agilidade

A Justiça de São Paulo foi mais rápida e até já condenou, em primeira e segunda instâncias, três partidos. A sentença foi publicada em agosto, e os partidos recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral, autoridade máxima no assunto.

Números

No Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais são mulheres. E, no quesito participação feminina na política, ocupamos apenas o 154º lugar, entre 193 países, na medição feita pelo Parliamentary Union associação que elabora ranking dos poderes legislativos em todo o mundo.

Trabalho escravo

Proposta pelo vereador Fernando William (PDT), a Câmara Municipal aprovou moção coletiva de repúdio contra a portaria do Ministério do Trabalho que dificulta o combate ao trabalho escravo. A medida foi aprovada como contrapartida para a bancada ruralista votar a favor de Temer na nova denúncia de corrupção que será apreciada pelos deputados federais.

Queda livre

As ações de fiscalização de trabalho escravo feitas pelo Ministério do Trabalho vêm caindo drasticamente. Até setembro de 2017, foram 49 operações e 73 pessoas resgatadas. Para efeitos de comparação, no ano passado foram 115 operações e 885 resgatados.

Lembra São Januário?

O setor do Ministério Público do Rio especializado em torcidas organizadas recomendou à CBF e à Federação de Futebol do Estado que o Flamengo x Vasco, previsto para o dia 28, ocorra no Maracanã, e não na Ilha do Urubu, como está previsto. "O Estádio da Ilha do Governador apresenta estrutura física e arquitetônica mais acanhada que a do Estádio de São Januário, dispondo de menores vias de acesso e escoamento de pessoas, dificultando a prestação de socorro e proteção de torcedores, atletas e profissionais de imprensa", diz o texto assinado pelo promotor Claudio Varela, coordenador do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor).

Últimas de Rio De Janeiro