Corregedor da PM entrega o cargo ao chefe do Estado Maior

Decisão aconteceu após transferência da investigação da morte de turista espanhola para a Delegacia de Homicídios

Por O Dia

Rio - O corregedor da Polícia Militar, Wanderby Braga de Medeiros, decidiu entregar o cargo ao chefe do Estado Maior da corporação, Lúcio Flávio Baracho, nesta segunda-feira. O motivo do pedido de exoneração foi a transferência da investigação sobre a morte da turista espanhola Maria Esperanza Jimenez, 67 anos, da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para a Delegacia de Homicídios (DH). Nos bastidores, há a informação de que ele poderia ter voltado atrás, porém os maiores aliados do oficial garantem que a saída é definitiva. 

O DIA Online enviou pedido de nota à assessoria de imprensa da PM mas, até o momento da publicação da reportagem, não obteve resposta. 

Dois policiais presos

Maria Esperanza foi morta quando fazia um passeio na Favela da Rocinha. Ela estava acompanhada do irmão, da cunhada, de uma guia e do motorista da companhia turística. Mais cedo, o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), Fabio Cardoso, disse que todos os detalhes do crime estão sendo apurados. Ele condenou o que chamou de "assassinato".

Documento de identificação da turista espanholaReprodução / TV Globo

"Uma turista que estava em turismo aqui no Rio ser atingida por um tiro, ser assassinada, é inadmissível e vamos atuar para identificar essa pessoa e colocar na cadeia para que ele responda por essa covardia", disse Cardoso. 

Os três policiais militares envolvidos na ocorrência foram identificados e tiveram as armas apreendidas e levadas para o Instituto de Criminalistica Carlos Éboli (ICCE).  Eles também foram levados para a DH para serem ouvidos. Dois deles, um tenente e um soldado, foram presos. Segundo a PM, o tenente é o autor do disparo que atingiu Maria Esperanza. A Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat) auxilia as investigações e o vice-cônsul da Espanha, José Luiz Garcia Mira,  acompanha o andamento do caso.

Em depoimento, o motorista e guia que levava os turistas disse que não viu a blitz dos policiais e só ouviu o disparo. Quando percebeu, a espanhola já estava ferida com um tiro na altura do pescoço. Um outro turista também confirmou a informação do condutor de não ter visto a barreira de policiais.

Maria Esperanza chegou a ser levada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul, mas morreu ao dar entrada na unidade, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

PMs e criminoso baleados em confronto 

Em um confronto mais cedo, dois policiais militares também foram baleados. Um deles, identificado apenas como Thiago, foi ferido de raspão na cabeça e o outro, identificado como Xavier, no tórax. Os cabos foram levados para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. No entanto, a corporação ainda não informou o estado de saúde das vítimas.

A troca de tiros ocorreu entre a Rua 1 e a localidade conhecida como 199. No local, os policiais apreenderam uma pistola com kit rajada. Um bandido foi baleado e depois reconhecido por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) como um dos envolvidos no tiroteio. Ele também foi levado ao Hospital Miguel Couto.

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