Polícia descarta possibilidade de execução de comandante do 3º BPM

Coronel Luiz Gustavo Teixeira estava de uniforme, mas sem colete. Ele foi atingido com um tiro no tórax. Um dos criminosos já foi identificado

Por O Dia

Matheus Espirito Santo foi preso. Ele é um dos suspeitos de matar o coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3ºBPM, em tentativa de arrastãoDivulgação

Rio - A Polícia Civil descartou, na manhã desta sexta-feira, a possibilidade de execução do comandante do 3º BPM (Méier), coronel Luiz Gustavo Teixeira, morto com um tiro no tórax na quinta-feira.

O delegado responsável pelas investigações, Brenno Carnevale, da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital), foi categórico ao dizer que a morte do policial não foi planejada pelos bandidos. "Não existe a possibilidade de ter havido uma execução pré-concebida. Com base nas investigações, o coronel foi
vítima de uma empreitada criminosa na qual qualquer cidadão poderia ter sido vitimado", diz.

Um dos suspeitos de ter participado da ação foi identificado como Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos, do Complexo do Lins. Ele ficou preso entre dezembro de 2016 e junho desse ano por associação ao tráfico e tráfico de drogas. A polícia ainda investiga se partiu de Matheus o tiro fatal.

Comandante do 3º BPM%2C o coronel Luiz Gustavo Teixeira estava na corporação há 26 anosDivulgação

Teixeira, de 48 anos, estava dentro de uma viatura descaracterizada, de uniforme, e sem colete, quando foi abordado por criminosos na esquina entre as ruas Lins de Vasconcelos e Hermengarda, no Méier. O cabo Ney Vilar, que dirigia o veículo, também foi atingido com um tiro, na perna, e está internado no Hospital Central da PM, no Estácio. O estado de saúde é estável.

A DH-Capital detalhou a ação: quatro bandidos estavam em um Audi A4, que havia sido roubado no último dia 23, na rua Carolina Santos, no Méier, perto de onde ocorreu o crime. O bando parou no sinal e abriu as portas do carro para realizar o arrastão. O comandante e o cabo da PM estavam no veículo imediatamente atrás dos criminosos e foram reconhecidos pelos bandidos, que atiraram.

A perícia encontrou 32 disparos na ação. O carro onde estavam os policiais foi atingido por 27 tiros. A Polícia Civil investiga se um quinto suspeito, em uma moto, dava suporte ao assalto.

A Polícia Militar realiza desde o começo do dia uma operação no Complexo do Lins, que prendeu nove pessoas até o balanço divulgado pela corporação ao meio-dia.

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