Informe do DIA: 'Ano que vem será melhor para a cidade', diz Paulo Messina

Vereador acredita que este ano foi de grande esforço fiscal e, em 2018, todos os esforços darão resultado

Por O Dia

Rio - Vereador com ótimo trânsito na Câmara Municipal, Paulo Messina (Pros) foi essencial para que o prefeito Marcelo Crivella (PRB) conseguisse aprovar o reajuste do IPTU. Líder do governo no Parlamento carioca, o professor, que tem como bandeira a Educação, já usou a tribuna para criticar duramente o... próprio governo. O alvo foi César Benjamin, secretário de Educação. Aliás, o atrito de vereadores da base com o secretariado de Crivella tem sido a tônica destes dez meses na Câmara.

Vereador Paulo Messina (Pros)Divulgação

ODIA: Qual foi o principal acerto do governo nestes dez meses?

MESSINA: O nosso governo teve o ônus de pegar a prefeitura com um orçamento com déficit de R$ 3 bilhões, com queda de arrecadação, com dívidas e várias bombas-relógio para estourar. Os dez meses de governo foram essencialmente voltados para a questão fiscal. O governo fez o dever de casa de forma perfeita. Cortamos gastos, renegociamos a dívida e aumentamos a receita.

E o principal erro?

Não ter feito a transição (da gestão Paes para a gestão Crivella) da forma como ela deveria ter sido feita. Demorou-se muito. Aquele decreto que demitiu vários servidores no início do ano... aquilo deu uma paralisada na prefeitura.

Há um atrito entre a base do governo na Câmara e o secretariado de Crivella. Vereadores reclamam da secretária de Fazenda, Maria Eduarda Gouvêa, do de Infraestrutura, Indio da Costa. Reclamavam do ex de Conservação Rubens Teixeira, que foi parar na Comlurb. Você mesmo já criticou o de Educação, César Benjamin. Não é muito fogo amigo?

Cada caso foi uma situação diferente. O atrito entre o Carlos Eduardo (SD) e a secretária de Fazenda foi pelos interesses de cada um. A Fazenda tem uma preocupação com o controle de gastos, e o Carlos Eduardo pressiona pelo pagamento das OSs para que as clínicas e postos não entrem em greve. O Rubens Teixeira teve um lado político e um lado técnico. Vereadores estavam preocupados que ele usasse a pasta para se candidatar e concorrer no reduto deles. Na parte técnica, contratos não renovados na gestão anterior prejudicaram a secretaria. Em relação ao Indio, o Rocal (PTB) tem uma reclamação republicana em relação a obras. O governo anterior interrompeu obras no ano passado. O Rocal pleiteia a retomada dessas obras na área dele.

E o César Benjamin?

(Risos) Vou responder agora não como líder do governo, mas como vereador. Acho o César capaz de tocar a Secretaria de Educação, mas ainda há muitas pessoas que estão lá desde a época dos governos anteriores. Pessoas que têm aquela mesma forma de fazer as coisas. Não dá para, com as mesmas pessoas, esperar resultados diferentes. O César tem que deixar a marca dele.

Ano que vem será um ano menos conflituoso na Câmara?

Ano que vem será um ano melhor para a cidade toda. Este ano foi de grande esforço fiscal. No ano que vem, todos esses esforços vão dar resultado.

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