Polícia prende 15 pessoas desde o início das operações no Complexo do Lins

PMs começaram operação na região após morte de comandante do 3ºBPM em assalto

Por O Dia

Rio - Quinze suspeitos foram presos e um menor detido na Complexo do Lins, Zona Norte, desde quinta-feira, quando a Polícia Militar começou operação na região em busca de envolvidos na morte do comandante do 3º BPM (Méier), coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, foi morto. Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, foram apreendidas duas pistolas, 37 kg de maconha, 2.173 pinos de cocaína, 581 papelotes de crack, três motos roubadas e 1,5 tonelada de farinha de trigo que havia sido roubada de um caminhão.

Polícia continua fazendo operações no Complexo do LinsSeverino Silva / Agência O Dia / Arquivo

O coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, 48 anos, foi morto por assaltantes que tentaram promover um arrastão, na Rua Lins de Vasconcelos, esquina com a Rua Hermengarda. O coronel estava fardado em uma viatura descaracterizada da PM. O cabo Nei Vilar, que dirigia o veículo, trocou tiros com os bandidos e foi ferido na perna.

Comandante é enterrado sob comoção

O coronel Teixeira enterrado na tarde desta sexta-feira, sob forte comoção de parentes, amigos e colegas, o corpo do coronel da PM Luiz Gustavo Teixeira. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, falou ao DIA sobre o caso. "Daremos a resposta devida. A PM está de luto, perdemos um companheiro e amanhã enterraremos mais um. Mesmo assim, continuares trabalhando e operando, empreendendo ações. Não me digam que se perder 112 policiais militares é normal. São 112 companheiros e famílias que derramaram seu sangue, suor e lágrimas em prol do Estado", destacou Dias.

Cerca de 400 pessoas compareceram ao cortejo no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O cabo Nei Vilar, que dirigia o carro onde estava o comandante e trocou tiros com os bandidos, era um dos mais emocionados. Teixeira era querido por moradores do Méier, de onde comandava o 3º BPM (Méier) há quase dois anos. O coronel Adalberto Rabelo, presidente da Associação dos Militares Ativos e Inativos (Aomai) alertou para o aumento da violência na região.

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