Portal procura envolvidos com tráfico de drogas na Cidade Alta

Presidente da Associação de Moradores foi preso no último sábado. Vídeo mostra bandidos armados retomando a favela do Pica Pau

Por O Dia

Rio - O Portal dos Procurados divulgou, na manhã desta terça-feira, um cartaz pedindo informações sobre suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, na Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte do Rio. No último sábado, um vídeo mostrou bandidos armados retomando a favela do Pica Pau. No mesmo dia, o presidente da Associação dos Moradores da Cidade Alta, Sidnei Barbosa do Nascimento, de 38 anos, foi preso.

Os suspeitos procurados são Luis Carlos de Andrade, conhecido como Farinha, de 31 anos; Luis Augusto Ribeiro Campos, o Tribolado ou Nem, de 34; Rodnei de Menezes Andrade, o Baratão, de 37; e Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, de 31, apontado como chefe do tráfico da Cidade Alta.

Portal dos Procurados divulgou cartaz com suspeitos de tráfico na Cidade AltaDivulgação

Além disso, a polícia também busca informações sobre Wilton Arjona da Silva, o Porquinho, de 40; Rodrigo Silva Freire do Nascimento, o Amarelo, de 29; Wendel Rodrigues Oliveira, o Noventinha, de 23; Jean Carlos da Rocha Conceição, o Mortadela, de 24; Rodrigo Ribeiro da Silva, o Mia, de 33; Maicon Souza Vitorino, o 32 ou Geleia, de 32; e Alexandre Barbosa Germano Junior, o BG, de 20.

Bruno da Conceição Guimarães, o Bigode do Buraco do Boi, de 29; Douglas Xavier da Cunha, o DG, de 22; Josenildo Francisco da Silva, o Nildo, de 28; Josineide Maria de Lima, a Loira ou Branca, de 33; Jonathan Almeida Leite, o Gordinho, de 21; Rodrigo Gomes dos Santos, o Branquinho, de 23; Loran de Azevedo Freaza, o Marron, de 24; e David da Costa Martins, de 24, também são suspeitos de envolvimento no tráfico. 

Invasão e confrontos

Desde novembro do ano passado, as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV) disputam o controle da região. De acordo com a polícia, em dois fins de semana, o TCP ocupou a Cidade Alta perto das festas de fim de ano. Desde então, o CV vem tentando voltar.

Em maio deste ano, ocorreu um novo confronto. Na ocasião, oito ônibus e dois caminhões foram queimados. Houve ainda registros de saques a veículos. A polícia lembrou ainda que a região está vivendo meses de confronto desde que Parada de Lucas tomou o controle da favela. Na Cidade Alta, bandidos impuseram taxas até para moradores, espécie de IPTU, de R$ 5 por casa. 

Segundo a polícia, depois de dominar os pontos de drogas do CV, o traficante Peixão, da facção TCP, teria deixado os controle das vendas nas mãos do traficante Luis Augusto Ribeiro Campos, o Tribolado. Ele veio da favela do Muquiço em Guadalupe.

No entanto, testemunhas relataram que o novo chefe do tráfico não ficaria dentro da comunidade e só iria lá para resolver "algo de extrema importância". Já o traficante DG atua principalmente em Parada de Lucas, já que é apontado como segurança particular de Peixão. 

Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) apontaram que Peixão e Baratão são os principais suspeitos de envolvimento no assassinato da presidente da Associação de Moradores da Cidade Alta, Glória Maria dos Santos Miccas, em dezembro do ano passado. Durante uma reunião do Conselho Comunitário com o batalhão da região, Glória Maria fez algumas acusações ao conselho, de que policiais estariam perseguindo pessoas ligadas à facção que havia saído da comunidade.

A vítima foi atraída por uma mensagem de uma pessoa conhecida. Ao chegar ao local, ela percebeu que seria uma emboscada. Glória Maria ainda tentou fugir, mas foi baleada e morreu no local. 

Peixão ainda será indiciado pela 38ª DP (Irajá) pelo roubo de uma carga de carne no dia 11 de maio deste ano, na quinta-feira anterior ao Dia das Mães. Ele teria ordenado que os produtos fossem roubados para serem distribuídos na comunidade. Parte da carga, no entanto, acabou sendo recuperada por policiais do 16º BPM (Olaria) na própria favela.

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização dos envolvidos na guerra da Cidade Alta pode informar pelo WhatsApp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; através do Facebook/(inbox), www. facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. Todas as informações serão encaminhadas à 38ª DP (Brás de Pina), que está responsável pelas investigações e pelo inquérito criminal. 

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