Sem previsão para uniforme com Fator RH

Entre os familiares dos alunos, a determinação divide opiniões

Por O Dia

Rio - Mesmo com a determinação da Justiça do Rio, a Secretaria Municipal de Educação ainda não deu previsão de quando vai cumprir a lei que obriga a identificação do tipo sanguíneo e fator RH no uniforme dos alunos da rede municipal e privada.

Entre os familiares dos alunos, a determinação divide opiniões. "Para prevenir acidentes, não me oponho, mas demonstra que não estamos seguros nem na escola. Me faz pensar que já estamos nos preparando para o pior", considerou Patricia Barroso, mãe de gêmeos que estudam em uma escola municipal em Realengo. Irmã de um casal de estudantes de uma escola privada da Tijuca, Gabriela Quintans concorda, mas ressalva: "Não me dá conforto nenhum. Queria deixar meus irmãos na escola sem riscos".

Alunos do município alegam que ainda não foram avisados. "Acredito que demoraria para trocar tantos uniformes. Às vezes irmãos que estudam na mesma escola compartilham as blusas, isso seria um problema", opinou uma estudante da Escola Municipal Mário Cláudio, no Rio Comprido.

A lei, promulgada em 2016, havia sido contestada pela prefeitura, com uma ação de inconstitucionalidade contra a Câmara. Na segunda, desembargadores determinaram que a lei entre em vigor.

 

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