Operação do BRT Transoeste entre Campo Grande e Santa Cruz pode ser interrompida

Consórcio aponta depredações, falta de segurança e viagens não pagas como principais razões para interrupção do serviço

Por O Dia

Rio -  A operação do BRT Transoeste, no trecho entre Campo Grande e Santa Cruz, será interrompida. De acordo com o consórcio que administra o meio de transporte a paralisação é "questão de tempo" e poderá ocorrer por conta do "alto índice de evasão, os custos impagáveis da depredação resultante de ações de vandalismo, os problemas de segurança pública e a recente decisão da prefeitura de liberar as vans sem qualquer fiscalização na região."

Operação do BRT Transoeste entre Campo Grande e Santa Cruz será interrompidaDivulgação

Em nota, o consório informou que um ofício foi enviado nesta quinta-feira ao Ministério Público "após haver esgotado todas as tentativas de obter uma solução do órgão gestor, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR)."

Ainda de acordo com o comunicado, já foram enviados quatro ofícios à Secretaria relatando a gravidade dos problemas e o quadro crítico que atravessa a operação do BRT na Avenida Cesário de Melo, em Santa Cruz, mas não foram adotadas medidas eficazes para solucionar o problema.

Procurada pelo O DIA, a SMTR respondeu que "as reclamações referentes à segurança pública, que não são da alçada da SMTR, foram encaminhadas aos órgãos competentes. Com relação à fiscalização de vans, as solicitações foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Ordem Pública, fato reconhecido pelo próprio Consórcio BRT no último ofício."

Ainda de acordo com a secretaria, o vice-prefeito e secretário Municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, respondeu a todas as solicitações enviadas pelo Consórcio BRT "reiterando a obrigação que este e os demais consórcios têm de manter os serviços operando de forma regular e satisfatória."

Segundo a secretaria, em caso de paralisação do sistema BRT, os consórcios responsáveis sofrerão as penalidades administrativas previstas, como autuação e notificação, para que o serviço seja restabelecido imediatamente. A SMTR também acionou a Procuradoria Geral do Município para avaliar as medidas judiciais cabíveis caso ocorra interrupção unilateral dos serviços por parte do consórcio.

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