Cardápio de Picciani, Paulo Melo e Albertassi na cadeia inclui feijão e carnes

Segundo a Seap, parlamentares não estão na mesma cela. Eles aguardam decisão da Alerj para saber se continuam presos

Por O Dia

Rio - A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, nesta sexta-feira, que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi não estão dividindo a mesma cela na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

Segundo o órgão, o cardápio do almoço dos parlamentares inclui arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o desjejum é composto por pão com manteiga e café com leite. O lanche inclui guaraná e pão com manteiga ou bolo.

Picciani foi levado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em BenficaDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

A prisão preventiva dos três integrantes da cúpula do PMDB fluminense foi decretada pela Justiça, mas poderá ser suspensa, nesta sexta-feira, em votação na Alerj, que tem a atribuição de aprovar ou não a prisão dos parlamentares.

Investigados na operação Cadeia Velha, que apura favorecimento a empresas de ônibus por parlamentares fluminenses, os três foram para a mesma unidade prisional onde estão outros presos da Lava-Jato, entre eles Sérgio Cabral, que completa um ano de cadeia hoje. Segundo as investigações da Polícia Federal, os três teriam recebido, em sete anos, R$ 135 milhões em propinas de empresários do setor, sendo parte paga a pedido de Cabral.

A detenção do trio ocorreu após decisão de cinco desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que determinaram por unanimidade a prisão imediata dos deputados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Alerj convocou sessão extraordinária hoje, às 15h, para decidir se autoriza a manutenção deles na cadeia.

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