Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi deixam prisão em Benfica

Deputados do PMDB acusados de esquema de propinas para beneficiar empresas receberam 39 votos favoráveis à revogação de prisão

Por O Dia

Rio - Os deputados Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo e Edson Albertassi, do mesmo partido, deixaram a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, no início da noite desta sexta-feira. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).

Mais cedo, a Alerj votou contra a manutenção da prisão dos peemedebistas. Foram 39 votos favoráveis, 19 contrários e uma abstenção. Após o termino da votação, a bancada do Psol anunciou que vai entrar com ação na Justiça para anular a sessão, por conta das galerias da Casa terem se mantido fechadas ao público. Durante a votação, uma oficial de justiça foi barrada por PMs ao tentar entrar no local e cumprir a determinação do TJ sobre a liberação dos assentos. 


Em nota, a Polícia Militar disse ter mobilizado 500 homens para o ato em frente à Alerj, que terminou com a corporação jogando bombas e balas de borracha nos ativistas, mesmo após a liberação das galerias na Justiça. A corporação prossegue informando que homens do Batalhão de Choque (BPChq) teriam sido atacados com pedras e artefatos explosivos. Um homem não identificado foi detido com fogos de artifício.

Sobre a oficial de justiça, a PM disse não ter impedido a entrada da servidora. "Ao se apresentar na linha policial, a emissária do Poder Judiciário foi escoltada por policiais até a entrada da Alerj, onde aguardou autorização da segurança da Casa para entrar, o que ocorreu minutos depois". Nas imagens enviadas ao WhatsApp do DIA (98762-8248), no entanto, é mostrado que os policiais impedem que a funcionária entre na Alerj. A oficial de justiça entrou na Casa ao fim da votação.

Bloqueio de contas e bens e prorrogação de prisões temporárias

O desembargador federal Abel Gomes determinou, nesta sexta-feira, o bloqueio cautelar de contas e o sequestro de bens de treze pessoas e trinta e três empresas investigadas na Operação Cadeia Velha. A medida foi tomada em medida cautelar apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou ao relator uma listagem com nomes e valores referentes aos bens das pessoas físicas e jurídicas. A documentação completa, no entanto, não foi divulgada. 

A ordem do desembargador atinge ativos financeiros e bens móveis e imóveis, incluindo veículos, embarcações e aeronaves, “nos termos requeridos pelo MPF e nos limites dos valores que igualmente constam daquela listagem”.

Na mesma data, o desembargador federal Abel Gomes determinou a prorrogação da prisão temporária (por mais cinco dias) de quatro investigados na Operação Cadeia Velha: Felipe Carneiro Monteiro Picciani, fillho de Jorge Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento.

No site do TRF-2: Clique aqui para ler a íntegra da decisão sobre o bloqueio de bens e aqui para ler a a prorrogação das prisões.  

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