Moradores do Juramento farão protesto por justiça pela morte do menino Eduardo

Parentes e amigos marcaram manifestação para as 18h desta quarta-feira na estação Marambaia do BRT, em Vicente de Carvalho

Por O Dia

Eduardo Henrique Carvalho%2C de 10 anos%2C foi morto no Juramento no domingoarquivo pessoal

Rio - Parentes, vizinhos e amigos do estudante Eduardo Henrique Carvalho, de 10 anos, assassinado próximo ao Morro do Juramento no domingo, farão uma manifestação para pedir justiça pela morte da criança nesta quarta-feira. A família informou que um protesto pacífico será realizado às 18h na estação do BRT Marambaia, em Vicente de Carvalho.

Segundo a mãe, Ana Paula Carvalho de Oliveira, muitos moradores do Juramento confirmaram participação no ato. Eles querem que os criminosos sejam presos ou se entreguem. "Quero justiça. Justiça! O meu filho era estudante, não ficava na rua. Em um minuto que o deixei ir comprar sacolé com o coleguinha, ele foi morto. Muita gente no morro está triste, chateada, magoada. Esse crime atingiu muitas pessoas. Ele era um menino muito querido, não arrumava briga com ninguém", disse a mãe.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj) agendou um encontro com a mãe de Eduardo para amanhã à tarde. Muito abalada, Ana Paula passa os últimos dias à base de calmantes e não quis mais voltar à casa onde morava com o filho.

Eduardo foi baleado no peito com um tiro de fuzil por volta das 14h do último domingo. A mãe contou no enterro, nessa terça-feira, que deixou o menino ir comprar sacolé com um amigo perto de casa, quando dois homens passaram de moto disparando tiros a esmo. Um dos disparos acertou a criança. Ela contou que o garoto nunca saía sozinho e que ficou esperando por ele no portão com outra filha de 4 anos. O amigo voltou, mas o filho não. O menino tinha acabado de concluir o 4º ano na Escola Municipal Mato Grosso, em Irajá, e sonhava em ser bombeiro e comprar uma casa para a família fora da comunidade.

"Eu não quero mais ficar naquela casa, que é alugada. Prefiro ir morar embaixo da ponte. Estou de favor na casa da minha mãe e vivendo à base de calmante. É um trauma muito grande, porque tudo aconteceu ali mesmo na rua onde moro. Não consigo nem mais entrar em casa, porque lembro do meu filho entrando ali com a roupinha da escola", lamentou Ana Paula.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital para apurar a morte de Eduardo Henrique Carvalho Dias. Segundo a corporação,a mãe e uma testemunha já prestaram depoimento na especializada. 

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