TRF-2 desmembra processo que envolve deputados presos na 'Cadeia Velha'

Desembargador alegou que a denúncia é extensa demais e envolve investigados com e sem foro por prerrogativa de função

Por O Dia

Rio - O desembargador federal Abel Gomes, relator do inquérito que investiga os presos na Operação Cadeia Velha, desmembrou o processo que resultou nas prisões dos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo, além de empresários de empresas de ônibus. No total, a denúncia envolve 19 investigados. 

Na decisão tomada após ser protocolado o inquérito do Ministério Público Federal (MPF) no TRF-2, o magistrado alega que a denúncia é extensa demais e envolve investigados sem ou com foro por prerrogativa de função, no caso os parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presos em Benfica. 

Processo que envolve deputados Edson Albertassi (E)%2C Jorge Picciani (C) e Paulo Melo e outros denunciados na Operação Cadeia Velha será desmembradoJosé Lucena / Futura Press / Estadão Contéudo

Felipe Carneiro Monteiro Picciani, filho de Jorge Picciani, também está preso e é investigado no processo. Além deles, o inquérito envolve os empresários e homens ligados ao ramo dos transportes do Rio Jacob Barata Filho, Lélis Teixeira, José Carlos Reis Lavouras, Marcelo Traça Gonçalves.

Outros denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no inquérito protocolado no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) são Jorge Luiz Ribeiro, Carlos Cesar da Costa Pereira, Ana Claudia Santos Andrade, Marcia Rocha Schalcher De Almeida, Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, Álvaro Novis; Edimar Moreira Dantas, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Leandro Andrade Azevedo e José Augusto Ferreira dos Santos.

Os autos desmembrados deverão ser remetidos à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, do juiz Marcelo Bretas, onde já tramitam os processos referentes às Operações "Calicute" e "Ponto Final", desdobramentos da Lava Jato no Rio. Questões relacionadas aos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi seguirão sendo processados em segunda instância, por conta da prerrogativa de foro.

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