Por thiago.antunes
Publicado 16/12/2017 00:58 | Atualizado 16/12/2017 01:35

Rio - Na próxima sexta-feira, dia 22, a população deverá passar a ter uma maior sensação de segurança nas vias especiais e estradas que levam à Região Serrana, Costa Verde e dos Lagos. A Polícia Militar pretende aumentar em 25% o efetivo do seu policiamento em vias de grande fluxo devido às festas do período. O reforço vai durar 13 dias para evitar crimes, além de fiscalizar o trânsito nas estradas estaduais.

Somente do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) serão 172 homens nas Linhas Vermelha, Amarela, Avenida Brasil e Transolímpica, além de 75 viaturas.

Os bandidos se aproveitam dos engarrafamentos para assaltarAlexandre Brum / Agência O Dia

"O esforço tem como objetivo prevenir as ações criminosas e dar aos usuários das vias condições de viagem mais seguras", afirmou o major Rogério Rodrigues, responsável pelo planejamento operacional nas vias especiais.

Este ano há um diferencial: não serão escalados policiais pelo sistema de Regime Adicional de Serviço, o RAS, devido à crise do estado. Ano passado, para a mesma operação, foram empregados 50 homens a mais. Apesar disso, Rodrigues acredita que a segurança não será prejudicada. "Temos que receber o reforço dos batalhões das unidades que circundam essas vias. Assim, chegaremos ao número do do ano passado, que foi de 362 agentes", disse. Serão deslocados agentes do setor administrativo do BPVE.

Reforço nas pistasArte%3A O Dia

Em pontos considerados críticos, o major planejou colocar mais policiais e viaturas. "Na Maré temos um problema de facções rivais. Então, para inibir qualquer tentativa de invasão de uma parte ou outra, teremos reforço de 14 viaturas no entorno, sendo sete na Linha Vermelha, cinco na Av. Brasil, e duas na Linha Amarela", afirmou. O reforço ocorre também pelo Réveillon no Piscinão de Ramos.

Na altura da Maré, a polícia identificou vendedores de pipocas e refrigerantes que, nos engarrafamentos, assaltam. Foi o que ocorreu em outubro com um casal de professores da rede estadual, que ia para a Ilha do Governador. "Estávamos no carro e um rapaz bateu com a arma no vidro. Após levar nossas alianças e celulares, escondeu a arma no isopor e saiu andando calmamente", afirmou a professora, que preferiu não se identificar. Também em novembro, uma funcionária da UFRJ foi atacada por um falso vendedor de pipocas. Duas alunas também foram vítimas, na semana passada, na altura da Ponte do Saber, do campus. A UFRJ disse que "pede que a comunidade acadêmica faça o registro das ocorrências, pois é fundamental para a universidade pedir reforços".

Mais polícia em Barros Filho, Vila Kennedy e Guadalupe

Outros pontos também ganharão reforço. É o caso de trechos localizados perto da Favela do Chaves, em Barros Filho, a Vila Kennedy, em Bangu, e Guadalupe. "Nossas estatísticas apontam que há assaltos a carros nessas localidades, mas não arrastões (roubos coletivos). A nossa presença tem o objetivo de aumentar a sensação de segurança e diminuir o medo difuso da população. Isso porque muitas vezes há uma briga de trânsito, um motorista acha que é um assalto e volta na marcha a ré e isso causa um grande transtorno a todos", avaliou.

O entroncamento das vias com as rodovias que levam aos principais destinos também vão receber reforço, como as saídas para a Rodovia Washington Luís (BR-040) e Rodovia Niteró-Manilha (RJ-104).

Segurança ainda contra acidentes

Por determinação do Estado-Maior da Polícia Militar, as rodovias estaduais também terão mais policiais no período de festas de fim de ano. Serão 460 homens, com 89 viaturas. O policiamento é de responsabilidade do Batalhão de Policiamento Rodoviário. De acordo com o comandante interino da unidade, major Flávio Santos, a intenção é garantir a segurança da população, além de evitar acidentes de trânsito. "Ano passado tivemos redução do número de vítimas fatais em acidentes. Antes de pegar a estrada, é importante que não façam a ingestão de bebidas alcoólicas, uso o cinto de segurança, não ultrapassem o limite da velocidade da via e evitem falar ao celular", aconselhou.

Você pode gostar