Cães e gatos também podem se dar bem

Os peludos precisam de adaptação, mas podem dividir o mesmo espaço em harmonia

Por O Dia

Niterói - Há duas semanas achei um gato em frente a minha casa. Claro, peguei. Estava magro, assustado e com fome. Estou cuidando do Fiapo - de tão miúdo ganhou esse nome do meu marido - até achar um lar porque, infelizmente, não podemos ficar com ele. Já são três lá em casa.

Bom convívio é fundamental entre os bichinhosReprodução

Mas, enquanto Fiapo não vai para sua nova família, ele faz parte da minha. E me vi, novamente, no processo de adaptação entre os peludos. Tobe e Mel já estão se acostumando. Chico, meu gato, está super enciumado, mas já está aceitando melhor. Fiapo também está se adaptando.

Já passei por isso quando ele e Tobe chegaram. Até que não tivemos problemas e hoje a paz reina lá em casa. Mas algumas técnicas ajudam a tornar esse momento mais rápido. E quem vai nos ajudar nessa tarefa é a gerente de Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, a veterinária Carolina Padovani Pires.

Deixar o pet conhecer o território e sua nova família de forma gradativa ao chegar é a primeira coisa a se fazer.

Mas, se o local já tem animais esse processo será mais trabalhoso. De acordo com Carolina, os da mesma espécie estabelecem hierarquia e não podemos permitir que eles se tornem agressivos uns com os outros. E é importante continuar dando atenção aos outros pets.

É bom manter o novo animal separado nos primeiros dias. Mas sem essa de que cão e gato não se gostam. Carolina afirma que tudo depende da forma como fazemos a aproximação. Ela diz que o cão deve ficar na coleira, que seja mantido calmo e recompensado por isso. E o gato deve ficar em um espaço onde ele possa se esconder.

Sobre o ciúme de Chico em relação a Fiapo, Carolina diz que é normal. Ela explica que o gato considera a chegada de outro uma mudança difícil em sua vida e, algumas vezes, pode ameaçar os novos. A total aceitação pode levar meses.

Antes de um encontro entre eles, uma boa dica é misturar os cheiros, o que pode ser feito pegando-os sem lavar as mãos. Esfregar um pano macio delicadamente na face de cada gato e depois passá-lo pelo locais onde os felinos circulam é outra dica. E comece com encontros breves entre eles, depois, aumente o período.

A veterinária lembra ainda que o comportamento dos pets varia de acordo com a raça. E faz um alerta: não tente nem force o contato de seu gato com o cão, deixe-os se aproximarem em seus ritmos.

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