Por paola.lucas

Niterói - O cachorro é o melhor amigo do homem. Quem nunca ouviu essa frase que atire a primeira coleira. O que muita gente ainda não parou para pensar é que eles são amigos e fiéis da própria espécie.

A fidelidade deles para com outros cães é de dar inveja a qualquer humano. E parece que eles têm mesmo muito o que ensinar a nós o quanto amar o próximo faz bem, porque o que mais tenho visto ultimamente são histórias de amizade entre os cachorros.

A mais recente foi semana passada quando pulou na minha linha do tempo no Facebook um resgate de dois cães feitos pelo Instituto Luisa Mell, em São Paulo. Eles receberam um chamado urgente de uma cadela que estava com uma sarna enorme e partiram para o resgate. Mas, quando chegaram, ela estava acompanhada de um cão macho. Marcelo Glauco, diretor financeiro e voluntário do instituto, contou que eles não tiveram coragem de separar os dois e, apesar do outro cão não precisar de cuidados e de já terem 400 animais para cuidar, levaram-no também.

A foto dos dois na clínica onde ela está sendo cuidada diz tudo. Uma imagem que emociona. Glauco conta que eles têm muitos casos assim e que por isso promovem eventos de adoção de animais companheiros.

Uma separação pode acarretar danos psicológicos aos animais </CW><CW-13>de uma maneira que nem temos noção. Especialista em comportamento animal com mestrado na Itália a veterinária Simone Moreira Bergamini explica que animais separados de seus companheiros podem ficar inseguros, ansiosos, tristes ou deprimidos. Ela conta ainda que os cães são capazes de viver esse amor até o fim de suas vidas. E isso não necessariamente tem a ver com o comportamento sexual, ficam juntos por afinidade mesmo. Segundo a veterinária, elefantes, gatos, macacos também podem cultivar bem uma amizade entre si.

Outra história de amizade verdadeira que acompanhei de perto foi na minha casa. Há pouco tempo apareceram dois cães - um casal - no condomínio onde moro. Os dois andam sempre juntos. Meu marido e sobrinho já os viram fora do condomínio andando pelo bairro, sempre um ao lado do outro. É uma graça.

Mas foi há quase três anos que vi pela primeira vez o amor verdadeiro entre os cães. O Chimu, nosso labrador, foi encontrado morto e, ao lado dele, estava a Mel, nossa SRD. Estava quietinha velando o amigo com quem viveu por dez anos. Ela adoeceu, ficou dois dias no soro e quase morreu também. Foram dias difíceis, mas hoje ela se recuperou. Se tivéssemos um pouquinho desse amor o mundo estaria muito melhor.

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