Uma casa quase mal- assombrada

Prédio do diretório dos estudantes da UFF sofre com abandono de anos

Por O Dia

Por dentro e por fora do prédio não há uma parede sem pichação ou grafite. É preciso desviar do esgoto que vaza no chão das salas. Em dias de chuva, as goteiras invadem o lado de dentro. Ao entrar no salão principal do Teatro MPB4, que já foi palco de grandes festivais e peças teatrais, o cheiro de mofo é forte, o palco caindo aos pedaços, os assentos quebrados e o teto parece estar prestes a desabar. Esse é o cenário do prédio do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFF.

Além do teatro%2C também funcionam no DCE uma copiadora%2C um bar%2C uma biblioteca e uma rampa de skateMárcio Mercante / Agência O Dia


O local é a maior sede de DCEs da América Latina e sofre com esse abandono há mais de 10 anos. Segundo Felipe Garcez, que foi diretor da atual gestão do DCE e agora está na direção de cultura da UNE, o prédio é patrimônio dos estudantes e as reformas devem ser feitas pela reitoria.

Há dois anos o DCE tenta recuperar o seu CNPJ para solicitar financiamentos para reformas, mas não é fácil encontrar o atual registro em cartório. “O último que encontramos estava no nome do deputado Flávio Serafini que foi presidente do DCE em 2002”, explica Garcez.

Dentro do prédio há pichaçõesMárcio Mercante / Agência O Dia


Eles já tentaram com a reitoria, mas foi em vão. “No ano passado conseguimos uma emenda parlamentar para a reforma do prédio, mas a reitoria não acatou. Apresentamos um projeto feito por engenheiros e arquitetos da UFF com o custo de R$ 15 milhões para a reforma, mas nada aconteceu”, acrescenta Garcez.

Procurada, a reitoria não se pronunciou. O deputado estadual Flávio Serafini se surpreendeu de ter seu nome vinculado ao CNPJ do espaço e prometeu apurar a situação.

Últimas de Rio De Janeiro