Presidente da Fecomércio: 'O desafio é superar a crise aumentando a produção'

Orlando Diniz acredita que o mapa estratégico será capaz de ajudar aos comerciantes de todo o estado a superar a crise

Por O Dia

Rio - Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio RJ, conversou com a reportagem do Dia sobre os objetivos do Mapa Estratégico do Comércio, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele acredita que a ferramenta será capaz de ajudar aos comerciantes de todo o estado a superar a crise com o aumento da produção.

Diniz ainda elogia a elaboração de um calendário de eventos proposta por empresários de Angra dos Reis, sede do primeiro evento, no fim de março. Foi a primeira iniciativa concreta após o começo das etapas regionais. A quarta etapa do Mapa, que também passou por Miguel Pereira e Três Rios, ocorrerá a partir desta quinta-feira, em Volta Redonda.

Orlando Diniz%2C presidente da FecomércioDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

1. Qual é a importância passagem do Mapa Estratégico do Comércio pelas cidades do Rio?

— É um instrumento de mobilização dos empresários, poder público e sociedade, para que possamos identificar vocações, identificar oportunidades, combater entraves e elaborar uma série de propostas públicas para o nosso setor e para o conjunto da sociedade, discutindo temas como educação profissional, cidades inteligentes, meio ambiente e segurança pública. É a participação do comércio para buscar desenvolvimento socioeconômico.

2. O que foi possível observar em Três Rios?

— Nos últimos anos, a cidade estava sem perspectiva. Não havia esperança. Três Rios é exemplo de sucesso no estado e no país. Prova que é possível ter qualidade de vida sem os royalties do petróleo e com o incentivo fiscal bem aproveitado. Mostra que é possível mudar cenários desfavoráveis com trabalho e parcerias. Três Rios desenvolve oportunidades em todos os setores. A gente espera levar exemplos de para outros municípios. 

3. Quais os exemplos podem ser usados das outras etapas regionais?

— Em Miguel Pereira (sede da segunda etapa do Mapa, há duas semanas), identificamos enorme potencial para o turismo que pode ser explorado. Lá, existem 130 fazendas históricas. É o maior conjunto desse tipo do mundo. Precisamos identificar oportunidades e vocações. O desafio é superar a crise aumentando a produção e preparando a trajetória para o futuro do estado, que tem potencial para o turismo, gerando empregos e melhorando a qualidade de vida.

4. Em Angra, que sediou a primeira etapa do Mapa, os empresários já deram o primeiro passo, desenvolvendo um calendário.

— Um dos maiores objetivos do Mapa é juntar a sociedade e o poder público. E uma das características do comércio é buscar soluções práticas. Essa reunião pós-Mapa é sinal de que já há algo concreto. É a nossa primeira vitória.

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