Por tabata.uchoa

Rio - O primeiro homem de Rio das Ostras viveu na Região dos Lagos há mais de três mil anos. Ele fazia parte da civilização sambaquiana, que habitou as nossas terras antes mesmo dos índios. Um povo descoberto em escavações arqueológicas de 1997, num terreno onde foram encontradas ossadas de 23 habitantes do povoado.

As escavações já foram visitadas por mais de 3%2C2 mil pessoas%2C segundo o livro de assinaturas do localDivulgação

Mas aquele crânio, intacto, serviu para personificar a descoberta através de um busto feito por uma artista plástica local. E traz a Rio das Ostras um curioso contraste: uma cidade com apenas 24 anos de existência descobriu uma civilização milenar, que atrai turistas e pode incentivar o comércio local em tempos de crise. O município, sede há três semanas do Mapa do Comércio, do Sistema Fecomércio RJ, quer explorar essas descobertas para alavancar o comércio, com vendas de camisas e chaveiros com a imagem do primeiro homem de Rio das Ostras.

O busto não é a única obra de arte que ajuda a contar essa história. Uma pintura de 13 metros com quatro painéis remonta a fauna e a flora da época, com vegetação, árvores e animais. O aspecto mais realístico da obra é uma espécie de cemitério, que coloca a descoberta arqueológica na pintura, mostrando os esqueletos ali encontrados num possível velório sambaquiano.

Uma família de passagem por Rio das Ostras se impressionou com as descobertas arqueológicas ali. “Muito interessante. Não imaginava que existia aqui uma população que chegou antes dos índios. Recomendo a visita”, sorri a professora Marcela de Abreu Moniz.
De junho do ano passado para cá, o local foi frequentado por mais de 3,2 mil pessoas, que assinaram o livro de visitas.

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